EUA avisam Brasil sobre ofensiva contra CV e PCC; saiba detalhes

Medida pode ampliar bloqueios financeiros

Por Redação ContilNet 19/04/2026 às 08:36

Um recado direto de Washington acendeu um novo sinal de alerta no cenário da segurança e da diplomacia brasileira. O governo dos Estados Unidos informou previamente autoridades do Brasil sobre a intenção de classificar as facções criminosas Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas — uma medida que pode endurecer o combate financeiro a esses grupos e gerar impactos internacionais.

Segundo o site Metrópoles, o aviso foi feito durante reunião com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e é tratado nos bastidores como um gesto de “deferência” diplomática — já que nem todos os países foram comunicados antecipadamente. A iniciativa parte do Departamento de Estado dos EUA e conta com o respaldo da gestão do presidente Donald Trump.

A possível classificação das facções como organizações terroristas estrangeiras representa uma mudança significativa na forma como os Estados Unidos lidam com o crime organizado na América Latina. Na prática, o enquadramento permitiria medidas mais duras, como o congelamento imediato de ativos em território norte-americano e a proibição de qualquer tipo de suporte financeiro ou material por empresas e instituições sob jurisdição dos EUA.

O impacto pode ir além das fronteiras americanas. Com o peso do sistema financeiro global, a medida tende a dificultar operações bancárias e fluxos de dinheiro ligados às facções, atingindo diretamente esquemas de lavagem de capitais.

No entanto, a movimentação coloca o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em uma posição delicada. A gestão brasileira tem resistido à classificação, defendendo que o combate ao crime organizado deve ocorrer por meio de cooperação policial e institucional, e não sob a ótica de terrorismo internacional.

Nos bastidores, há preocupação de que a decisão dos EUA abra precedentes para sanções indiretas ou até interferências externas, o que poderia afetar a soberania nacional e setores estratégicos da economia.

Com informações do Metrópoles

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