Ato histórico: professores da Ufac, Estado e Município se unem para fortalecer greve

greve

Os comandos de greve dos professores da Universidade Federal do Acre (Ufac), Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Acre (Ifac) e Secretaria Estadual de Educação estão empenhados em definir um calendário unificado de atividades para fortalecer o movimento grevista.

Membros de todos os comandos de greve, que paralisaram as aulas nas redes públicas federal e estadual, se reúnem nesta segunda-feira (20), a partir das 15 horas, na sede da Associação dos Docentes da Universidade Federal do Acre (Adufac), no campus da Ufac, para uma primeira reunião conjunta.

A ideia é discutir um calendário conjunto de atividades envolvendo os profissionais que atuam na área de educação no Acre. Além disso, a reunião pretende organizar um seminário sobre privatizações nos serviços públicos.

Os professores da Ufac estão em greve desde o dia 28 de maio e os professores da rede estadual de educação desde 29 de junho. A reitoria do Ifac, formada por técnicos administrativos, e o campus de Xapuri, com professores e técnicos, estão em greve desde 13 de julho.

Os outros seis campus do Ifac, em Tarauacá, Sena Madureira, Cruzeiro do Sul e Rio Branco vão decidir se aderem ou não à greve. Esses campus estavam prestes a entrar em recesso quando a greve foi decidida na reitoria e no campus de Xapuri.

“A reunião desses comandos de greve é um fato histórico no Acre. Nunca houve greve no Estado que coincidisse com paralisações no âmbito federal, estadual e municipal. O fato mais marcante é que todos estão unidos em um só movimento, buscando um calendário de atividades em comum. O corte de R$ 9,4 bilhões inviabiliza a edução no país”, afirmou o professor Armando Pompermaier, do campus do Ifac em Xapuri.

O professor João Lima, vice-presidente da Adufac, considera importante que haja unificação dos comandos de greve e das bandeiras de lutas pela educação. Segundo Lima, de modo geral a sociedade tem a percepção equivocada de que as greves são eventos isolados.

“A luta por defesa de direitos é o que nos unifica. É uma luta em defesa do caráter público da educação. Do mesmo jeito que estamos em greve, no plano federal, os servidores do Estado também estão. Não dá para separar uma cosia da outra”, conclui Lima.

PUBLICIDADE

Bloqueador de anuncios detectado

Por favor, considere apoiar nosso trabalho desativando a extensão de AdBlock em seu navegador ao acessar nosso site. Isso nos ajuda a continuar oferecendo conteúdo de qualidade gratuitamente.