Durante o desenvolvimento embrionĂĄrio, os mamĂferos (a maioria deles) crescem na cavidade do Ăștero da mĂŁe. Esse ambiente vai se dilatando e desenvolvendo ao longo da gravidez para abriga a criança.
Contudo, um estudo de caso publicado no The New England Journal of Medicine mostrou um caso rarĂssimo em que um bebĂȘ colocou as pernas para fora do Ăștero da mĂŁe durante o desenvolvimento.

Os médicos relataram que a mãe, de 33 anos, não apresentou qualquer sintoma aparente de que algo estivesse errado.
Contudo, durante um ultrassom de rotina, os médicos observaram o caso bizarro que aparece na capa desta matéria.
Acontece que o bebĂȘ, entĂŁo com 25 semanas de idade, causou um rompimento no Ăștero da mĂŁe, esticando suas pernas para a cavidade abdominal.
Uma ressonĂąncia magnĂ©tica posterior mostrou que o Ăștero sofrera uma ruptura de 2,5 centĂmetros. Desse modo o feto projetou as pernas e parte do abdĂŽmen para fora do Ăștero da mĂŁe.
Esse caso de ruptura uterina, relatam os autores, é extremamente raro. Estimativas mostram que apenas 0,5% de todos os casos de gravidez podem apresentar essa eventualidade.
Cesarianas e ruptura do Ăștero
A mĂŁe em questĂŁo, que teve sua identidade preservada, jĂĄ havia passado por outras cinco cirurgias cesarianas. Os mĂ©dicos acreditam que, apesar da raridade do evento, os processos cirĂșrgicos no Ăștero podem ter deixado o tecido enfraquecido.
Esse tipo de ruptura, por conseguinte, pode ter consequĂȘncias fatais, levando-se em consideração a proximidade do bebĂȘ de ĂłrgĂŁos vitais da mĂŁe. Apesar disso, todavia, 5 semanas apĂłs o diagnĂłstico, a mĂŁe passou por outra cirurgia cesariana, dessa vez para retirar o fujĂŁo prematuro do seu Ăștero.

O bebĂȘ nasceu saudĂĄvel com 1,4 quilogramas e sem mais complicaçÔes nos seis meses seguintes em que o estudo acompanhou ambos. Logo apĂłs o nascimento do bebĂȘ, inclusive, a mĂŁe passou por uma cirurgia de reparo do Ăștero, para o fechamento da fissura causada pelo feto. Surpreendentemente, ela teve alta do Hospital UniversitĂĄrio Angers, na França, 5 dias apĂłs o ocorrido.
Com informaçÔes de IFLScience. O estudo estĂĄ disponĂvel no periĂłdico The New England Journal of Medicine.

