Homem quase perde o pĂȘnis ao prendĂȘ-lo em anĂ©is de 1 cm de diĂąmetro

Australiano buscava manter uma ereção mais prolongada

Por MetrĂłpoles 18/05/2023 Ă s 11:13

/Um homem australiano de 44 anos ficou com o pĂȘnis preso durante 12 horas em um conjunto de nove anĂ©is, sendo o mais curto deles com apenas 1 centĂ­metro de diĂąmetro. Os objetos, usados para garantir uma ereção mais prolongada ao restringir o fluxo sanguĂ­neo no ĂłrgĂŁo, acabaram provocando um estrangulamento que quase levou Ă  amputação.

O caso foi apresentado por alguns dos mĂ©dicos que participaram de seu atendimento em um artigo publicado na Urology Case Reports em janeiro deste ano. O homem estava bĂȘbado quando decidiu usar os anĂ©is de aço inoxidĂĄvel para manter presos o pĂȘnis e o escroto. Ele acabou dormindo durante a masturbação e quando acordou, trĂȘs horas depois, jĂĄ nĂŁo podia removĂȘ-los.

“O estrangulamento de pĂȘnis pode levar a sĂ©rias complicaçÔes. O ĂłrgĂŁo vai inchando, muda de cor, perde o fluxo sanguĂ­neo e aĂ­ temos o risco de necrose que pode obrigar a gente a fazer atĂ© uma amputação”, afirma o urologista Thiago Vilela Castro, do Hospital Santa LĂșcia Norte, em BrasĂ­lia.

O australiano chegou ao hospital com uma intensa dor e teve de ser tratado com derivados de morfina. Como os anéis que ele usou eram de aço inoxidåvel, não havia como cortå-los com os instrumentos disponíveis no hospital. Os médicos tiveram que chamar os bombeiros da cidade para oferecer uma serra potente o bastante.

Riscos do uso

“Muitas vezes por conta da vergonha que sentem os pacientes demoram muito a procurar o atendimento mĂ©dico, o que sĂł reduz nossas possibilidades de salvamento. Quanto mais rĂĄpido a pessoa procurar atendimento, mais chances temos de salvar o ĂłrgĂŁo sem graves consequĂȘncias”, diz Castro.

No caso, os anĂ©is foram serrados enquanto um abaixador de lĂ­ngua, parecido com um palito de picolĂ©, protegia a pele para que a lĂąmina nĂŁo o atingisse. Depois da retirada dos anĂ©is, o homem teve que usar uma sonda durante uma semana e apresentou uma disfunção erĂ©til por dois meses, mas nĂŁo teve outras consequĂȘncias futuras.

O urologista de BrasĂ­lia orienta que se evite de toda forma o uso de objetos metĂĄlicos para este tipo de prĂĄtica, preferindo os de silicone ou inflĂĄveis. “AlĂ©m disso, hĂĄ vĂĄrias outras possibilidades mais saudĂĄveis para melhorar a qualidade da ereção, de medicamentos a dispositivos que sĂŁo muito seguros se usados com orientação mĂ©dica”, conclui Castro.

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