A Prefeitura de Rio Branco anunciou que atendeu Ă recomendação do MinistĂ©rio PĂșblico Federal (MPF) e desistiu de implantar o âbanheiro quĂmico especialâ para a população LGBTQIAPN+. A informação foi confirmada pelo diretor-presidente da Fundação Garibaldi Brasil (FGB), Klowsbey Viegas Pereira, Ă TV 5.

Medida atendeu a uma recomendação do MPF/Reprodução
O MPF havia alegado que a medida poderia contribuir para o aumento da marginalização e da transfobia. No documento, o órgão defendeu que as autoridades e organizadores não poderiam restringir o acesso aos banheiros no carnaval, nem nos demais eventos promovidos na cidade.
O órgão deu um prazo de 24 horas para que a Prefeitura acatasse a recomendação, o que foi feito pela equipe da FGB, organizadora do Carnaval 2024.
âO MinistĂ©rio PĂșblico sustenta que as pessoas nĂŁo podem ser obrigadas a usarem banheiros exclusivos, em razĂŁo da orientação sexual ou da identidade de gĂȘnero, o que configura marginalização. Por isso, recomenda que, alĂ©m dos banheiros femininos e masculinos jĂĄ existentes, a Prefeitura instale banheiros de uso individual independente de gĂȘnero, para evitar qualquer tipo de constrangimentoâ, disse trecho da recomendação.

OfĂcio foi assinado pelo procurador Lucas Costa, do MPF no Acre. Foto: Reprodução
Na recomendação, o procurador da RepĂșblica Lucas Dias relembra outros episĂłdios envolvendo a violação de direitos da população trans no municĂpio. Em 2021, segundo noticiado pela imprensa local, uma mulher trans foi orientada a nĂŁo utilizar o banheiro feminino da sede do Executivo Municipal, para nĂŁo âcausar constrangimentosâ. A assessoria de comunicação municipal classificou o episĂłdio como um âmal entendidoâ.

