Desextinção: espĂ©cie de lobos de ‘Game of thrones’ volta Ă  vida apĂłs 10 mil anos

Uma empresa de biotecnologia conseguiu criar três animais da espécie "lobo terrível"

Por Correio Braziliense 07/04/2025 Ă s 22:23

Cientistas de uma empresa norte-americana de biotecnologia, a Colossal Biosciences, trouxeram de volta à vida uma espécie de lobo extinta há mais de 10 mil anos, os lobos terríveis — espécie que ficou famosa pela série de televisão Game of Thrones. As informações a respeito desse feito inédito foram divulgadas nesta segunda-feira (7/4).

De acordo com a empresa, os primeiros exemplares da espécie renascida nasceram em outubro de 2024. São dois machos, batizados de Remus e Romulus, em referência aos irmãos fundadores de Roma/Foto: Divulgação/Colossal Biosciences

De acordo com a empresa, os primeiros exemplares da espécie renascida nasceram em outubro de 2024. São dois machos, batizados de Remus e Romulus, em referência aos irmãos fundadores de Roma, que, segundo a mitologia, foram alimentados por uma loba. Além deles, a startup também apresentou uma filhote fêmea chamada Khaleesi, em homenagem à personagem interpretada por Emilia Clarke em Game of Thrones. A filhote tem três meses.

Na série, os lobos terríveis são o símbolo da Casa Stark. Na primeira temporada, Lord Eddard Stark encontra seis filhotes de lobo que perderam a mãe. Ele pega os animais e presenteia cada um dos filhos com um lobinho — que logo crescem e tornam-se animais majestosos.

O processo de “desextinção”

O processo para trazer os lobos terrĂ­veis de volta Ă  vida começou em 2021, quando uma equipe de cientistas conseguiu recuperar DNA a partir de fĂłsseis da espĂ©cie. Utilizando tecnologia de edição genĂ©tica, os pesquisadores da Colossal modificaram 20 genes de lobos cinzentos para imbuĂ­-los com caracterĂ­sticas essenciais dos lobos terrĂ­veis. Em seguida, criaram embriões a partir dessas cĂ©lulas editadas e os implantaram em mĂŁes substitutas, resultando no nascimento dos novos exemplares.Para Chris Mason, professor de genĂ´mica, fisiologia e biofĂ­sica da Weill Cornell Medicine e cofundador da Biotia, o feito inovador marca um avanço significativo no campo da biotecnologia. “As mesmas tecnologias que ressuscitaram o lobo terrĂ­vel podem ser usadas para salvar lobos, mamĂ­feros e outras espĂ©cies ameaçadas. Este Ă© um salto extraordinário para a ciĂŞncia e para a conservação, alĂ©m de ser um exemplo do poder da biotecnologia na preservação de espĂ©cies, tanto existentes quanto extintas”.

A Colossal também destacou que, embora os lobos terríveis compartilhem semelhanças visuais com lobos cinzentos e chacais modernos, eles têm uma linhagem genética distinta. Enquanto lobos cinzentos e chacais podem gerar descendentes híbridos com outras espécies, não há evidências de cruzamento entre lobos terríveis e outros canídeos na natureza.

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