03/08/2026

Lulinha aciona Ministério da Justiça e PF após vazamento de dados do inquérito do INSS

Petições protocoladas no domingo (2) pedem processo disciplinar e identificação de agentes que acessaram arquivos

Por Fhagner Soares, ContilNet
Requerimento entregue ao ministro Wellington César cobra supervisão sobre a custódia de provas da corporação/ Foto: Reprodução

A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, protocolou petições no Ministério da Justiça e Segurança Pública e na Corregedoria da Polícia Federal para exigir a abertura de investigações sobre o vazamento de informações sigilosas vinculadas ao inquérito que apura a chamada “Farra do INSS”.

Nas peças apresentadas no domingo (2/8), os defensores sustentam que dados obtidos por meio de quebra de sigilo telemático de investigados passaram a circular indevidamente fora dos autos do processo.

A medida toma como base reportagem do colunista Thomas Traumann, do jornal O Globo, segundo a qual a equipe da campanha do senador Flávio Bolsonaro estaria avaliando a divulgação de áudios de Lulinha com a empresária Roberta Luchsinger, amiga do filho do presidente.

Nas petições, a defesa enfatiza a gravidade da transferência de provas sob reserva de justiça para atores políticos no contexto eleitoral.

“O objetivo político dos vazamentos tornou-se irrefutável, uma vez que os dados telemáticos teriam sido entregues à campanha de Flávio Bolsonaro, candidato à presidência e oponente direto do genitor do peticionário, que estaria avaliando o melhor momento para aproveitar politicamente a divulgação”, destacaram os advogados no documento.

No requerimento enviado ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, os advogados cobram o exercício da função de supervisão institucional sobre a Polícia Federal, apontando eventual falha na cadeia de custódia e na preservação de provas sigilosas.

Já na representação endereçada à Corregedoria da PF, é solicitada a instauração de Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para identificar os responsáveis por eventual acesso, cópia ou extração não autorizada dos arquivos. A defesa sugere ainda:

  • A preservação imediata dos logs de acesso aos sistemas digitais do inquérito;

  • A identificação nominal de todos os agentes públicos que manusearam os arquivos;

  • A realização de mandados de busca e apreensão para o recolhimento de provas contra os suspeitos, caso sejam identificados.

As ações da defesa de Fábio Luís alinham-se a representações de teor semelhante protocoladas anteriormente pelos advogados de Roberta Luchsinger, que também acionaram as autoridades para responsabilizar os envolvidos no vazamento de dados privados.

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