29/08/2026

Menina de 6 anos é encontrada viva após 60 horas sob lama e escombros no Nepal

Governo nepalês aceita apoio técnico externo, mas mantém buscas com equipes locais

Por Redação ContilNet
Governo nepalês aceita apoio técnico externo, mas mantém buscas com equipes locais/ Foto: Reprodução

Uma criança de 6 anos foi resgatada viva neste sábado (29) após passar cerca de 60 horas soterrada por uma avalanche de lama no Nepal. A garota, identificada como Manisha Magar, ficou presa sob destroços provocados pelas fortes chuvas que atingem a região de fronteira com a China.

Os socorristas precisaram remover pedras, chapas metálicas e pedaços de estruturas manualmente até alcançar o ponto onde a criança estava retida. Após o resgate, a menina foi levada para uma área segura, onde recebeu alimentação e atendimento médico de emergência.

O resgate ocorre em meio ao avanço dos trabalhos de busca na região. Segundo atualização divulgada neste sábado pelas autoridades locais de gestão de desastres, o número de mortos pelas enchentes e deslizamentos de terra chegou a 675.

O temporal causou estragos em cidades inteiras, atingindo escolas, hospitais, estradas, pontes e usinas hidrelétricas. Cerca de 20 pontes foram completamente destruídas, o que isolou comunidades e comprometeu o transporte de suprimentos e as comunicações.

Diante do bloqueio das vias, o governo nepalês solicitou aos governos da Índia e da China a abertura antecipada de rotas de transporte e comunicação nas zonas fronteiriças para acelerar o fluxo de ajuda e o escoamento de atingidos.

Países como Índia, China, Estados Unidos, Reino Unido, Japão, Coreia do Sul, Sri Lanka e Bangladesh manifestaram intenção de enviar equipes especializadas em busca e salvamento para colaborar nas operações.

O governo do Nepal, no entanto, informou inicialmente que conseguiria conduzir os trabalhos apenas com contingente próprio. A posição gerou pressão diplomática de nações com cidadãos desaparecidos na região.

Nesta sexta-feira (28), o ministro das Relações Exteriores, Shisir Khanal, ponderou a posição oficial e declarou que o país aceita apoio técnico e especializado do exterior, embora siga sem considerar necessária a chegada de equipes estrangeiras de busca para atuação em campo.

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