31/07/2026

Polícia Civil apreende 200 mil figurinhas falsificadas do álbum da Copa

Material contrafeito estava escondido no bagageiro de um ônibus intermunicipal na Baixada Fluminense

Por Fhagner Soares, ContilNet
Produtos de propriedade imaterial seriam distribuídos em municípios fluminenses para venda ambulante na Copa do Mundo/ Foto: Reprodução

Uma operação deflagrada por agentes da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro na noite da última quinta-feira (21) resultou na apreensão de um carregamento com cerca de 200 mil figurinhas falsificadas do álbum oficial da Copa do Mundo de 2026. A ofensiva ocorreu no município de Nova Iguaçu, polo socioeconômico localizado na Baixada Fluminense, região que concentra investigações sobre a pirataria de artigos esportivos às vésperas do mundial de futebol.

Durante o cumprimento das buscas na ação de campo, os policiais civis também localizaram e confiscaram milhares de camisetas e bonés ostentando os símbolos da seleção brasileira, todos produzidos de forma clandestina e sem a devida autorização de marcas ou licenciamentos da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

De acordo com o relatório informativo emitido pela corporação, o material contrafeito estava acondicionado em caixas de papelão e era transportado de forma oculta no compartimento de bagagens de um ônibus de linha intermunicipal. O coletivo havia partido de um terminal em Nova Iguaçu e tinha como destino final outros municípios do território fluminense, onde os produtos ilegais abasteceriam redes de comércio ambulante informal. Não houve prisões em flagrante durante a interceptação do veículo.

Toda a carga de impressos e vestuário apreendida pelos policiais foi catalogada e será formalmente submetida aos exames de perícia técnica do Instituto de Criminalística para atestar a fraude de propriedade industrial. Após a conclusão dos laudos jurídicos, os insumos serão completamente inutilizados pelas autoridades.

O inquérito policial e as linhas de apuração de inteligência são conduzidos pela Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM). Os inspetores da unidade especializada mantêm as diligências em andamento com o objetivo de mapear a cadeia de suprimentos do crime, visando identificar e localizar os galpões de impressão e os responsáveis intelectuais pela confecção, logística e distribuição interestadual das mercadorias falsificadas.

Conteúdo Original / Fonte: Redação ContilNet

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