Polícia deflagra operação contra grupo suspeito de desviar R$ 5 milhões via Pix

Prejuízo financeiro estimado da cooperativa alvo do ataque é de R$ 5 milhões

Por Fhagner Soares, ContilNet 25/06/2026 às 06:14
Dinheiro foi pulverizado em contas de empresas antes de virar ativo digital/ Foto: Reprodução

A Polícia Civil, por intermédio da Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), deflagrou uma operação na manhã desta quinta-feira (25) para desarticular uma associação criminosa especializada em fraudes eletrônicas de alta velocidade. O grupo é suspeito de invadir os sistemas de uma cooperativa de crédito e desviar, de forma remota, cerca de R$ 5 milhões de suas contas institucionais.

Agentes cumprem sete mandados de busca e apreensão em endereços localizados no Distrito Federal, em Goiás e em São Paulo. Até o momento, o Poder Judiciário não expediu mandados de prisão para esta fase das investigações, concentrando as ações na coleta de provas materiais, computadores, celulares e documentos.

Os levantamentos técnicos realizados pelos investigadores da DRCC revelaram que os criminosos utilizaram ferramentas automatizadas para burlar os mecanismos de segurança da instituição financeira. O esquema consistiu na execução de mais de 400 transferências bancárias seguidas utilizando a modalidade Pix.

Para pulverizar o montante e dificultar o rastreamento dos órgãos de controle, o programa configurado pelos invasores efetuava os repasses a cada dois segundos. O dinheiro da cooperativa foi direcionado de forma fracionada para contas bancárias vinculadas a diversas pessoas jurídicas, que funcionavam como intermediárias no processo de escoamento do capital.

A apuração policial também identificou que, logo após o recebimento dos valores nas contas das empresas de fachada, a organização criminosa realizou a compra massiva de criptomoedas. As transações de ativos digitais foram distribuídas entre corretoras de grande porte atuantes no mercado nacional e plataformas sediadas no exterior.

A tática de converter o dinheiro em moedas virtuais foi adotada para tentar ocultar a origem ilícita dos R$ 5 milhões e impedir o bloqueio judicial dos recursos. O material apreendido nos três estados será submetido à perícia técnica para identificar os programadores do ataque e os beneficiários finais das carteiras digitais.

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