O Rei Charles III e a Rainha Camila desembarcam em Washington nesta segunda-feira (27/04) com uma tarefa hercúlea: reconstruir as pontes entre o Reino Unido e os Estados Unidos.
Recebidos pelo presidente Donald Trump, os monarcas enfrentam um clima de desconfiança mútua entre os governos de Keir Starmer e a Casa Branca, intensificado pela guerra contra o Irã e polêmicas recentes.
Tensão nas Alturas: Malvinas e OTAN
O clima esfriou após o vazamento de um e-mail do Pentágono sugerindo que os EUA poderiam rever o apoio à soberania britânica sobre as Ilhas Malvinas. A medida é vista como uma pressão de Trump para que Londres aumente o apoio militar na ofensiva contra o Irã. Além disso, o alinhamento de Trump com o argentino Javier Milei acende o alerta vermelho no Parlamento Britânico.
O Fator Segurança
A visita ocorre sob segurança máxima. No último sábado, um homem armado foi preso ao tentar invadir um jantar com a imprensa com o objetivo de atirar em Trump. Apesar do susto, o Palácio de Buckingham manteve a agenda, reforçando o papel de Charles III como comandante-chefe das Forças Armadas e símbolo de estabilidade.
Fantasmas do Passado: O Caso Epstein
A monarquia também tenta se desvencilhar do escândalo envolvendo o Príncipe Andrew e Jeffrey Epstein.
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O Desafio: Charles III foi criticado por não se encontrar com sobreviventes de Epstein na viagem.]
Com informações do Metrópoles.
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A Resposta: Como gesto diplomático, a Rainha Camila terá agendas focadas em vítimas de violência doméstica, tentando suavizar a imagem da Coroa em solo americano.
Agenda Oficial
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Segunda-feira: Chá privado com Donald e Melania Trump seguido de recepção na Casa Branca.
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Terça-feira: Encontro privado com Trump e discurso histórico no Congresso Americano.
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Quarta-feira: Homenagens às vítimas do 11 de setembro em Nova York.
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Quinta-feira: Celebrações dos 250 anos da Independência Americana na Virgínia.
O sucesso desta viagem pode definir o futuro da cooperação militar e econômica entre as nações, em um momento em que Trump questiona publicamente a liderança britânica e a eficácia da OTAN.
