SUS amplia exame menos invasivo para diagnóstico da hanseníase
O Ministério da Saúde ampliou o uso do teste molecular destinado ao diagnóstico da hanseníase no Sistema Único de Saúde (SUS). A decisão foi publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira, 4, e permite que o exame seja realizado com material retirado diretamente das lesões na pele.
Com a mudança, o teste poderá analisar amostras obtidas por meio de raspado intradérmico. Até então, a tecnologia incorporada à rede pública previa somente a utilização de material proveniente de biópsias de pele ou de nervos.
O novo método deve facilitar o acesso ao diagnóstico, principalmente em locais que não possuem estrutura para realizar procedimentos mais invasivos. A coleta do raspado pode ser feita no próprio serviço de saúde e exige menos recursos do que uma biópsia.
Segundo a publicação, as áreas técnicas terão até 180 dias para efetivar a oferta do exame na rede pública. O teste molecular identifica o material genético da bactéria Mycobacterium leprae, causadora da hanseníase.
A doença pode provocar alterações na pele, perda de sensibilidade e comprometimento dos nervos. O diagnóstico precoce é importante para interromper a transmissão e reduzir o risco de incapacidades físicas.