04/08/2026

SUS amplia exame menos invasivo para diagnóstico da hanseníase

este molecular poderá ser realizado com material coletado diretamente da lesão

Por Dry Alves, ContilNet
Exame deverá chegar ao SUS em 180 dias/Foto: Reprodução

O Ministério da Saúde ampliou o uso do teste molecular destinado ao diagnóstico da hanseníase no Sistema Único de Saúde (SUS). A decisão foi publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira, 4, e permite que o exame seja realizado com material retirado diretamente das lesões na pele.

Com a mudança, o teste poderá analisar amostras obtidas por meio de raspado intradérmico. Até então, a tecnologia incorporada à rede pública previa somente a utilização de material proveniente de biópsias de pele ou de nervos.

O novo método deve facilitar o acesso ao diagnóstico, principalmente em locais que não possuem estrutura para realizar procedimentos mais invasivos. A coleta do raspado pode ser feita no próprio serviço de saúde e exige menos recursos do que uma biópsia.

Segundo a publicação, as áreas técnicas terão até 180 dias para efetivar a oferta do exame na rede pública. O teste molecular identifica o material genético da bactéria Mycobacterium leprae, causadora da hanseníase.

A doença pode provocar alterações na pele, perda de sensibilidade e comprometimento dos nervos. O diagnóstico precoce é importante para interromper a transmissão e reduzir o risco de incapacidades físicas.

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