Tornado causa destruição e deixa desalojados no Paraná; veja vídeo
Um tornado atingiu Piraí do Sul, nos Campos Gerais do Paraná, neste sábado (8), deixando um rastro de destruição e causando danos em diversas localidades rurais, como Jararaca, Fundão, Capinzal, Vassoura e Boa Vista. O fenômeno meteorológico resultou em 20 residências afetadas e 20 pessoas desalojadas na área rural, a cerca de 30 km do centro da cidade.
O boletim emitido pela Defesa Civil, na manhã deste domingo (9), confirmou as 20 residências atingidas na zona rural. As 20 pessoas desalojadas foram acolhidas em casas de parentes. Até o momento, não há registro de vítimas por conta do evento.
De acordo com a administração da cidade, equipes da Defesa Civil e das secretarias municipais estão mobilizadas no atendimento às famílias afetadas. Logo após a ocorrência, lonas foram distribuídas para cobrir as estruturas atingidas por destelhamento. A prefeitura também opera máquinas para remover árvores caídas em trechos de rodovia, buscando liberar o trânsito para o bairro Santo André, que ficou isolado.
Equipes da Defesa Civil, do Simepar, do Núcleo Regional de Atuação, do Corpo de Bombeiros e outros órgãos da Segurança permanecem no município para prestar assistência. A equipe do Simepar confirmou a ocorrência do tornado e informou que segue com o cruzamento das informações disponíveis para concluir a análise técnica do fenômeno.
Instabilidades associadas a vendavais e queda de granizo também provocaram danos em outras localidades do Paraná, como Jaguariaíva, Sapopema e Candói. O boletim municipal de Candói confirma o registro de 40 danos humanos e 10 danos materiais decorrentes do temporal.
Segundo o Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais), a principal característica de um tornado é o seu intenso desenvolvimento vertical, que pode ultrapassar 15 mil metros de altura.
Os tornados são definidos como colunas de ar em rápida rotação que se estendem da base de uma nuvem de tempestade até a superfície, formando um grande redemoinho de ventos extremamente intensos. A intensidade desses fenômenos é classificada pela Escala Fujita Aprimorada (Escala EF), adotada oficialmente em 2007, que considera a velocidade estimada dos ventos com base na análise dos danos provocados pelo tornado.
Na categoria mais baixa, a EF0, os danos costumam ser leves, com ventos de até 116 km/h. Já a classificação máxima, EF5, corresponde aos tornados mais devastadores, com ventos que podem ultrapassar 500 km/h.
De acordo com o Laboratório Nacional de Tempestades Severas da Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos, acredita-se que a formação seja ditada principalmente por aspectos que acontecem na escala de tempestades, dentro e ao redor do mesociclone.
Assim, os tornados podem se formar a partir de supercélulas propulsionadas na presença de instabilidade na atmosfera, o que permite que o ar suba; elevação; e cisalhamento do vento (ventos de diferentes alturas sopram em direções diferentes). O cisalhamento do vento cria uma coluna de ar que gira horizontalmente dentro da nuvem de tempestade, que, quando toca ao solo, passa a ser chamada de tornado.
Veja o vídeo: