O sistema prisional do Acre encerrou 2025 mais próximo da marca de 9 mil pessoas privadas de liberdade. Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026 mostram que o estado passou de 8.164 presos em 2024 para 8.639 em 2025, um aumento de 475 pessoas encarceradas. Com isso, a taxa de encarceramento subiu de 927,1 para 976,9 presos por 100 mil habitantes, crescimento de 5,4% em apenas um ano.
Do total de pessoas privadas de liberdade em 2025, 8.593 estavam no sistema penitenciário e outras 46 permaneciam sob custódia das polícias. Em relação ao ano anterior, o sistema prisional recebeu 473 novos detentos, enquanto as carceragens passaram de 44 para 46 presos.
O crescimento da população carcerária ocorreu mesmo com a ampliação da capacidade do sistema. O número de vagas disponíveis aumentou de 6.851 para 7.266, mas o déficit também cresceu, passando de 1.269 para 1.327 vagas. A razão entre presos e vagas permaneceu em 1,2, indicando que o sistema continua operando acima da capacidade.
Presos provisórios aumentam
O levantamento também mostra avanço da população prisional sem condenação definitiva. Em 2025, o Acre contabilizou 2.074 presos provisórios, frente aos 1.806 registrados no ano anterior. Eles passaram de 22,1% para 24% do total de pessoas privadas de liberdade.
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Já os condenados aumentaram em números absolutos, de 6.358 para 6.565, mas reduziram sua participação proporcional na população carcerária, passando de 77,9% para 76%.
Homens seguem maioria absoluta
Os homens continuam representando praticamente toda a população prisional do estado. Em 2025, eram 8.098 homens e 541 mulheres privados de liberdade. No ano anterior, o total era de 7.641 homens e 523 mulheres.
Nas carceragens das delegacias, havia 44 homens e duas mulheres custodiados em 2025.
Óbitos
O Anuário também traz informações sobre as mortes registradas dentro do sistema prisional acreano. Foram 44 óbitos em 2025, dois a mais que os 42 registrados em 2024. Apesar do aumento absoluto, a taxa caiu de 517,2 para 512 mortes por 100 mil presos, redução de 1%.
As mortes por causas naturais passaram de 11 para 12 casos, enquanto os homicídios caíram de 19 para 18. Os suicídios cresceram de seis para oito ocorrências, alta de 26%, e os óbitos por causas desconhecidas dobraram, passando de três para seis registros. Já as mortes acidentais caíram de três para nenhuma.
Menos presos trabalham
Outro indicador que apresentou queda foi o de pessoas privadas de liberdade inseridas em atividades de trabalho ou laborterapia. Em 2025, 3.638 presos exerciam algum tipo de atividade laboral, contra 3.907 no ano anterior, redução de 6,9%.
O percentual de presos trabalhando também diminuiu. Em 2024, 48,1% da população prisional participava de atividades laborais. Em 2025, esse índice caiu para 42,3%.
O trabalho externo, por outro lado, aumentou de 172 para 225 participantes. Já o trabalho interno registrou queda de 3.735 para 3.413 presos.
Entre as mulheres, a redução foi ainda mais expressiva. O número de internas em atividades de trabalho passou de 192 para apenas 28 em um ano, enquanto as mulheres que atuavam no apoio ao próprio estabelecimento prisional caíram de 32 para apenas duas.
