23/09/2026

Agentes de saúde cobram reajuste e não descartam greve em Rio Branco

Categoria afirma que mais de mil servidores ainda recebem valores de 2024

Por Matheus Mello, ContilNetAtualizado
Um dos representantes do sindicato, José Augusto, afirmou que a categoria rejeitou a proposta de 5% — Foto: ContilNet

Mais de mil agentes comunitários de saúde, agentes de endemias e servidores da zoonoses de Rio Branco cobram da Prefeitura a aplicação dos reajustes do piso nacional definidos pelo governo federal e já admitem a possibilidade de greve caso não haja avanço nas negociações.

Segundo representantes da categoria, os profissionais ainda recebem com base no piso de 2024. Os reajustes referentes a 2025 e 2026 ainda não foram incorporados aos salários.

Em agenda na Câmara Municipal nesta terça-feira (9), os servidores buscaram apoio dos vereadores para pressionar a prefeitura a conceder, ao menos, a atualização referente a 2025, deixando a discussão sobre o reajuste de 2026 para o próximo ano.

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Um dos representantes do sindicato, José Augusto, afirmou que a categoria rejeitou a proposta de 5% apresentada pelo município e decidiu, em assembleia, reivindicar pelo menos a implantação do piso de 2025.

“A prefeitura não avançou dos 5% e a categoria decidiu em assembleia que pelo menos o piso de 2025 seja aplicado. O de 2026 pode ser discutido posteriormente”, disse.

De acordo com ele, a gestão municipal alega uma interpretação de entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) para justificar a não aplicação dos reajustes. Os servidores, porém, argumentam que Rio Branco possui um plano de cargos e carreiras próprio e que a maioria dos municípios brasileiros já faz o pagamento do piso atualizado.

José Augusto citou cidades como Porto Velho, Belém e diversos municípios do Acre como exemplos de localidades que já aplicam os reajustes definidos pelo governo federal.

A categoria estima que os dois reajustes acumulados somam cerca de 14,5%. Na negociação atual, os servidores buscam pelo menos 7,2%, o que representaria um acréscimo aproximado de R$ 224 por profissional.

Além da atualização salarial, os agentes defendem a criação de uma legislação municipal que automatize a aplicação dos reajustes do piso nacional, evitando que a categoria precise negociar todos os anos a implementação dos valores definidos pelo governo federal.

Caso não haja acordo, os trabalhadores não descartam a realização de uma greve.

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