Mesmo com a redução dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em grande parte do Brasil, o Acre continua na lista dos estados onde a doença apresenta crescimento, segundo o boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado nesta quinta-feira (23).
O levantamento, que reúne dados da Semana Epidemiológica 28 (entre 12 e 18 de julho), mostra que o Acre está entre as cinco unidades da federação classificadas em nível de risco ou alto risco, com tendência de aumento dos casos nas últimas seis semanas. Também aparecem na lista Maranhão, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
A situação também preocupa na capital acreana. De acordo com a Fiocruz, Rio Branco está entre as três capitais brasileiras que registram crescimento contínuo dos casos de SRAG. Na cidade, o avanço da doença tem atingido principalmente crianças de 5 a 14 anos e idosos com 65 anos ou mais.
Enquanto boa parte do país apresenta queda nas internações por vírus respiratórios, o Acre ainda registra números elevados, principalmente de casos graves relacionados à influenza A. Segundo os pesquisadores, embora o período de maior circulação desse vírus já esteja chegando ao fim em várias regiões do Brasil, o estado continua com alta incidência.
A Fiocruz destaca que o cenário nacional melhorou devido à redução das hospitalizações provocadas pelo vírus sincicial respiratório (VSR) e pelas influenzas A e B. No entanto, os especialistas alertam que os casos ainda permanecem elevados em diversos estados, exigindo atenção da população e das autoridades de saúde.
Como forma de prevenção, a recomendação é que os grupos prioritários mantenham a vacinação em dia contra gripe, Covid-19 e, no caso das gestantes, contra o vírus sincicial respiratório, vacina que ajuda a proteger os bebês nos primeiros meses de vida.
Além da imunização, os pesquisadores orientam a adoção de medidas simples para reduzir o risco de transmissão, como lavar as mãos com frequência, utilizar máscara em unidades de saúde, evitar contato com pessoas gripadas e permanecer em casa durante o período de sintomas, sempre que possível.
Em todo o Brasil, o InfoGripe contabiliza mais de 120 mil casos de SRAG registrados em 2026. A maior parte das confirmações laboratoriais está relacionada ao vírus sincicial respiratório, seguido pelo rinovírus e pelos vírus da influenza, que continuam entre os principais responsáveis pelas internações por doenças respiratórias no país.
