O quinto episódio do quadro Arquivo 068 mergulha em uma história que o tempo não conseguiu encerrar. Dezesseis anos após desaparecer, o caso de Fabrício Costa ainda ecoa como uma ferida aberta em Rio Branco: sem corpo, sem respostas definitivas e com uma família que segue esperando.
Era noite de terça-feira, 16 de março de 2010, por volta das 21h, quando o adolescente de 16 anos foi visto pela última vez. Ele saía de um curso de informática no centro da capital acreana e passou pelas catracas do Terminal Urbano, onde embarcaria em um ônibus com destino ao Conjunto Esperança, bairro onde vivia com a família. Imagens de câmeras de segurança registraram esse último momento. Depois disso, silêncio.
À época, Rio Branco ainda não vivia o cenário de violência que marcaria os anos seguintes com a guerra entre facções. A cidade carregava uma atmosfera considerada tranquila, o que tornou o desaparecimento ainda mais impactante.
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Mesmo com investigações, prisões e condenações, o caso nunca foi completamente esclarecido. Dois homens – Edvaldo Oliveira e Leonardo Leite Oliveira – foram condenados a 28 anos de prisão pelo crime, que teria sido um sequestro seguido de assassinato, com o corpo jogado no Rio Acre. Ainda assim, o cadáver nunca foi encontrado, e a motivação do crime permanece desconhecida.
Para a mãe adotiva de Fabrício, Ruth Rebouças, o tempo não trouxe respostas, apenas prolongou a dor. Sem a confirmação concreta da morte, a esperança resiste, mesmo após mais de uma década e meia.
O caso mobilizou autoridades e chegou a envolver reconstituição às margens do Rio Acre, com acompanhamento do Ministério Público. O episódio também ficou marcado por uma iniciativa simbólica: uma placa instalada no centro da cidade contabilizava, diariamente, o tempo sem notícias de Fabrício.
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