El Niño deve deixar temperaturas acima da média no Acre em 2026

Os termômetros podem ficar entre 1°C e 1,5°C acima da média por causa da influência do fenômeno

Por Suene Almeida, ContilNet 29/05/2026 às 07:24
A previsão também aponta para uma seca mais intensa, que pode continuar até o começo de 2027 | Foto: Juan Diaz, ContilNet

Com a previsão de um período de seca mais forte nos próximos meses, o governo do Acre reuniu nesta quinta-feira (28) órgãos ambientais, Defesa Civil e especialistas para discutir medidas de prevenção e combate aos impactos da estiagem no estado.

Uma das preocupações é o aumento das temperaturas na Amazônia entre junho e agosto de 2026. Segundo especialistas do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), os termômetros podem ficar entre 1°C e 1,5°C acima da média por causa da influência do fenômeno El Niño. A previsão também aponta para uma seca mais intensa, que pode continuar até o começo de 2027.

O encontro foi promovido pelo Sistema Integrado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Simamc) e pelo Gabinete de Crise. Durante a reunião, técnicos apresentaram previsões climáticas, planos emergenciais e ações já colocadas em prática para reduzir problemas como queimadas, falta de água e prejuízos às comunidades rurais e indígenas.

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Para tentar evitar uma situação mais grave, o governo pretende repetir os resultados do ano passado, quando o Acre conseguiu diminuir em 75% os focos de queimadas. As autoridades destacaram a importância da prevenção e da participação da população nas ações de proteção ambiental.

Entre as medidas anunciadas está um investimento de R$ 2 milhões para ampliar o abastecimento de água em aldeias indígenas localizadas no Alto Rio Purus e Alto Rio Juruá. O recurso será usado na perfuração de poços artesianos e construção de cacimbas.

A expectativa é beneficiar diretamente mais de 1,2 mil famílias indígenas, alcançando cerca de 5 mil pessoas em 38 aldeias espalhadas pelos municípios de Assis Brasil, Marechal Thaumaturgo, Jordão, Tarauacá e Mâncio Lima.

Além disso, o Instituto de Mudanças Climáticas e Regulação de Serviços Ambientais (IMC) apresentou um novo plano estratégico voltado para o enfrentamento da crise hídrica em 2026. O projeto prevê mais de R$ 4,5 milhões em investimentos para apoiar ações de prevenção, resposta rápida e fortalecimento da agricultura familiar nas regiões do Alto e Baixo Acre.

Encontro teve como objetivo apresentar análises e prognósticos hidrometeorológicos para o período de estiagem no estado | Foto: Gaio Nogueira/Sema

As ações serão realizadas em parceria com organizações sociais e terão apoio técnico da Emater, além de acompanhamento ambiental e monitoramento dos resultados.

Segundo os organizadores da reunião, o objetivo é preparar o estado para enfrentar os efeitos da seca antes que a situação se agrave, reduzindo impactos ambientais e garantindo mais segurança para as comunidades acreanas.

Conteúdo Original / Fonte: Suene Almeida, ContilNet

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