Davi Friale utilizou suas redes sociais para emitir um alerta antecipado sobre uma nova mudança brusca no clima da Região Norte. De acordo com o especialista, as condições atmosféricas atuais encontram-se altamente favoráveis para o deslocamento de uma intensa massa de ar de origem antártica em direção ao Brasil nas próximas horas, configurando a quinta onda de frio polar a atingir o Acre em 2026.
O fenômeno, conhecido regionalmente como friagem, será o quarto registrado no estado ao longo deste ano. A previsão indica que a queda acentuada nas temperaturas não ficará restrita apenas à capital ou à regional do Alto Acre, devendo se estender por todo o território acreano, incluindo as cidades do Vale do Juruá.
A expectativa é que a frente fria rompa o bloqueio atmosférico da região central do país e comece a mudar o tempo no Acre a partir da próxima quinta-feira. O avanço do vento de quadrante sul deve derrubar as máximas e trazer um declínio térmico acentuado, interrompendo a sequência de dias abafados e de forte calor na Amazônia Ocidental.
No comunicado em vídeo, Friale informou que o monitoramento dos modelos numéricos de previsão do tempo segue em andamento para definir com maior precisão as temperaturas mínimas projetadas e a velocidade das rajadas de vento que devem acompanhar a frente fria.
“Nesta terça-feira, por volta das 15 horas, publicaremos no site o-tempo-aqui todas as informações sobre mais esta onda de frio polar a atingir o nosso estado”, destacou o pesquisador, orientando a população a acompanhar os dados consolidados.
O anúncio aciona o sinal de alerta para o setor produtivo, pecuaristas e autoridades de saúde do estado. Quedas abruptas de temperatura na Amazônia costumam vir acompanhadas de um aumento significativo nas notificações de doenças respiratórias, afetando principalmente crianças e idosos, além de influenciar o comportamento de pastagens e criações no interior.
A ocorrência de quatro friagens em um curto espaço de meses evidencia um padrão de alta atividade das massas de ar polares na América do Sul nesta temporada, favorecendo o escoamento do ar gelado pelos canais de baixa pressão a leste dos Andes até alcançar a bacia amazônica.



