Casarões antigos, ruas ainda de terra, embarcações lotadas no Rio Acre e os primeiros registros do Palácio Rio Branco ganharam uma nova aparência pelas mãos da inteligência artificial.
O jornalista Altino Machado publicou nos últimos dias uma série de fotografias históricas do Acre colorizadas com auxílio de IA, resgatando cenas marcantes da formação urbana e política de Rio Branco.
As imagens, originalmente em preto e branco, mostram diferentes períodos da história acreana e foram divulgadas nas redes sociais com contextualizações históricas sobre os locais e personagens retratados.
Entre os registros publicados estão fotografias do antigo Palácio do Governo do extinto Território Federal do Acre, um prédio de madeira construído em 1908 e demolido anos depois para dar lugar ao atual Palácio Rio Branco.
Segundo os textos publicados por Altino Machado, o processo de transição entre o antigo edifício e o novo palácio de alvenaria aparece descrito em relatórios do então governador Hugo Carneiro entre 1928 e 1929.
Outra sequência mostra o Palácio Rio Branco ainda inacabado, cercado por áreas em terraplanagem, em uma Rio Branco bastante diferente da atual. Nas imagens, a Avenida Getúlio Vargas aparece ainda como uma via de terra batida, com circulação simultânea de automóveis e carros de boi.
Os registros também revelam detalhes urbanos de uma época em que ainda não existiam estruturas como a Catedral Nossa Senhora de Nazaré, o Palácio do Bispo e a Assembleia Legislativa.
Em outra publicação, Altino divulgou fotografias da Avenida Getúlio Vargas no início da década de 1970, período em que a capital acreana passava por mudanças urbanas e administrativas.
As imagens mostram uma cidade menos verticalizada, com vegetação ainda em crescimento e poucos prédios públicos ao redor da avenida.
Um dos registros que mais chamou atenção foi a fotografia de uma chata lotada de passageiros navegando pelo Rio Acre na década de 1940, tendo ao fundo o antigo centro comercial do 2º Distrito, área correspondente ao atual Calçadão da Gameleira.
As publicações também resgataram a memória da escritora e novelista Glória Perez. Uma das imagens mostra a antiga casa onde ela viveu até os 16 anos, na Rua Benjamin Constant, em frente à histórica Rádio Difusora Acreana.
O imóvel acabou demolido em 2022 e deu lugar a um estacionamento.
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