Uma mulher em situação de vulnerabilidade social deu à luz na calçada de um ponto comercial localizado nas proximidades da Ponte da União, no Centro de Cruzeiro do Sul, na tarde de sexta-feira (24). As informações foram publicadas pelo portal g1 Acre. Quando a equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegou ao local, o parto já estava em andamento, e a criança precisou ser socorrida emergencialmente ainda presa ao vestuário da mãe.
Após os procedimentos iniciais de contenção e estabilização, a mãe e o recém-nascido foram encaminhados à Maternidade de Cruzeiro do Sul. De acordo com os profissionais do socorro médico, ambos apresentam quadro de saúde estável e sem complicações clínicas. O menino nasceu de um parto pré-termo tardio, com 37 semanas de gestação, pesando 2,165 quilos.
Conforme relatou o médico Jim Gabriel Cameli, a chamada de emergência indicava originalmente uma queda em via pública de uma mulher grávida que se queixava de fortes dores abdominais e extravasamento de líquido amniótico. Ao chegar ao endereço, a equipe da unidade básica de saúde constatou o estágio avançado do parto.
“O recém-nascido estava preso dentro das calças da paciente, porque ela não conseguiu remover a roupa e ninguém que estava no local conseguiu fazer isso”, explicou o médico ao g1.
A intervenção exigiu agilidade dos socorristas diante da ameaça de comprometimento das vias aéreas do bebê. O acúmulo de secreções retido no tecido da vestimenta, somado à possibilidade de enrolamento do cordão umbilical na região cervical da criança, exigiu desobstrução imediata.
“Ele não conseguia respirar adequadamente devido ao líquido acumulado na roupa. Também existia a possibilidade de o cordão umbilical estar envolvendo o pescoço da criança”, detalhou Cameli.
A equipe da viatura básica desimpediu as vias respiratórias e garantiu a oxigenação do recém-nascido. Em seguida, uma Unidade de Suporte Avançado (USA) prestou apoio na ocorrência para efetuar o corte e clampeamento do cordão umbilical e a extração da placenta.
“O recém-nascido evoluiu bem, respirando, com bom tônus e boa vitalidade. A mãe também não apresentou complicações durante o parto e ambos permanecem com evolução bastante favorável”, afirmou o profissional de saúde.
Apesar da vulnerabilidade social e do enquadramento como gestação de alto risco, a paciente realizou o acompanhamento pré-natal de forma regular e não apresentava comorbidades correlacionadas à gravidez.
Ao avaliar o atendimento, o médico destacou a eficiência das equipes do Samu e fez um apelo para que condutores no trânsito urbano dêem passagem a veículos de emergência com sinais sonoros e luminosos acionados.
