Apesar de redução nos números, Rio Branco registra focos de incêndio
Um foco de queimada registrado na tarde deste sábado (25), nas proximidades da Arena da Floresta, em Rio Branco, chamou a atenção de quem passava pela região e serviu de alerta para um problema que, apesar de apresentar redução nos indicadores, ainda preocupa durante o período de estiagem. O episódio ocorre em um momento em que o Acre registra o menor número de focos de calor dos últimos anos para o período entre janeiro e julho.
Segundo dados do monitoramento por satélite, o estado contabilizou 80 focos de calor entre 1º de janeiro e 24 de julho de 2026, contra 199 registrados no mesmo período de 2025, o que representa uma redução de aproximadamente 60%.
Os números também mostram uma queda ainda mais expressiva em relação a 2024, quando o Acre registrou 544 focos até 24 de julho. Em 2023, foram 158 ocorrências; em 2022, 336; em 2021, 347; e em 2020, 311.
Apesar do desempenho positivo, o flagrante deste sábado demonstra que o risco de queimadas continua presente, principalmente com o avanço do verão amazônico. A combinação de dias sem chuva, altas temperaturas, baixa umidade do ar e vegetação seca favorece a propagação do fogo, inclusive em áreas urbanas.
Historicamente, os meses de agosto e setembro concentram o maior número de focos de calor no Acre. Por isso, órgãos ambientais intensificam os alertas para que a população evite o uso do fogo na limpeza de terrenos e denuncie queimadas ilegais.
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