23/09/2026

Relatório que aponta Acre com menor desigualdade salarial do país

Acre apresenta um dos melhores desempenhos do Brasil na redução do abismo salarial entre gêneros

Por Fhagner Soares, ContilNetAtualizado
Participação feminina cresceu 11%, com destaque para o aumento de vagas ocupadas por mulheres negras e pardas/ Foto: Reprodução

O Acre figura entre os estados brasileiros com os melhores índices de igualdade remuneratória entre gêneros. É o que revela o 5º Relatório de Transparência Salarial e de Critérios Remuneratórios, divulgado nesta segunda-feira (27) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Segundo o levantamento, o estado registra um índice de 91,9%, consolidando-se como uma das unidades da federação com menor disparidade de rendimentos no setor privado.

O desempenho acreano contrasta com o cenário médio nacional, onde as mulheres recebem, em média, 21,3% a menos que os homens em empresas com 100 ou mais empregados. Enquanto o Acre avança na paridade, estados como Espírito Santo (70,7%), Rio de Janeiro (71,2%) e Paraná (71,3%) apresentam os níveis mais críticos de desigualdade.

Comparativo com outras regiões

No ranking das unidades federativas com maior equilíbrio salarial, o Acre aparece acompanhado de estados majoritariamente das regiões Norte e Nordeste, além do Distrito Federal:

  • Piauí: 92,1%

  • Acre: 91,9%

  • Distrito Federal: 91,2%

  • Ceará: 90,5%

  • Pernambuco: 89,3%

Desafios no Cenário Nacional

Apesar do destaque positivo do Acre, o relatório aponta um sinal de alerta para o Brasil. A diferença salarial média nacional apresentou um leve aumento: em 2023, as mulheres recebiam 20,7% a menos; agora, esse número subiu para 21,3%. No salário mediano de contratação, o hiato também cresceu, passando de 13,7% para 14,3%.

Por outro lado, o estudo identificou um crescimento de 11% na participação feminina no mercado de trabalho, com um aumento expressivo no preenchimento de vagas formais por mulheres negras e pardas.

Crescimento da Transparência nas Empresas

O Ministério do Trabalho destacou que tem crescido o número de estabelecimentos que buscam reduzir esse abismo. O total de empresas com até 5% de diferença no rendimento médio chegou a 17,4 mil, o que representa uma alta de 4,3% em relação ao período anterior.

O monitoramento contínuo através destes relatórios é uma das ferramentas do Governo Federal para garantir o cumprimento da Lei de Igualdade Salarial, incentivando empresas a adotarem critérios remuneratórios mais justos e transparentes.

Conteúdo Original / Fonte: Fhagner Soares, ContilNet

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