Réus são condenados a mais de 200 anos por três homicídios no Acre

Eles foram sentenciados pelos assassinatos de três homens

Por Redação ContilNet 17/07/2026 às 16:39
Acusados também foram condenados pelos crimes de cárcere privado e integração em organização criminosa armada. — Foto: Reprodução

Quatro integrantes de uma organização criminosa foram condenados pela Justiça do Acre a mais de 200 anos de prisão pelos homicídios de André Gustavo Sales de Oliveira, Lucas Barbosa Bandeira e Wanderson Souza e Silva, ocorridos em abril de 2022, no município de Brasiléia.

Após mais de 15 horas de julgamento, o Conselho de Sentença do Tribunal do Júri da Comarca de Brasileia acolheu a acusação apresentada pelo Ministério Público do Acre (MPAC) e condenou os réus por três homicídios triplamente qualificados, praticados por motivo torpe, com emprego de meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa das vítimas.

Além dos assassinatos, os acusados também foram condenados pelos crimes de cárcere privado e integração em organização criminosa armada.

As penas aplicadas pelo juiz presidente do júri, José Leite de Paula Neto, foram:

  • Natanael do Nascimento Salgueiro, conhecido como “Natan”: 68 anos e 3 meses de reclusão;
  • Cleudo Freitas Rodrigues, o “Telzinho”: 54 anos e 6 meses;
  • Gabriel Sombra de Andrade: 24 anos;
  • Júnior de Souza Borges: 75 anos, 5 meses e 15 dias.

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Todos os condenados deverão cumprir as penas inicialmente em regime fechado. A Justiça também negou aos réus o direito de recorrer em liberdade, mantendo as prisões preventivas devido à gravidade dos crimes e à periculosidade apontada nos autos.

A acusação foi sustentada pelos promotores de Justiça Luã Brito Barbosa, Renata Barbosa Ferreira e Caroline Caldas Correia, que apresentaram aos jurados as provas reunidas durante a investigação e a fase de instrução processual.

Em manifestação após o julgamento, os representantes do MPAC destacaram a atuação dos jurados e afirmaram que a decisão representa uma resposta contra a atuação do crime organizado no município.

“Os jurados analisaram o caso com seriedade e responsabilidade, debruçaram-se sobre as provas e, ao final de uma sessão longa e desgastante, disseram um ‘não’ categórico à violência que insiste em tentar dominar o município”, declararam os promotores.

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