A vazante do rio Iaco tem proporcionado uma cena tradicional e bastante comum em Sena Madureira. Com a descida do nível das águas, moradores aproveitam os barrancos deixados pelo rio para cultivar diversos alimentos, transformando as margens em verdadeiras áreas produtivas.
Milho, feijão, macaxeira, melancia e outras culturas são plantadas pelos ribeirinhos e moradores que utilizam a fertilidade do solo para garantir alimento na mesa e complementar a renda familiar. Todos os anos, durante o verão amazônico, a prática se repete e faz parte do modo de vida de muitas famílias do município.
As plantações se espalham ao longo das margens do rio Iaco, aproveitando o terreno enriquecido pelos sedimentos deixados pela cheia. Em poucos meses, os produtores conseguem colher alimentos que são consumidos em casa ou comercializados nas feiras e mercados locais.
Além de representar uma importante fonte de sustento, o cultivo nos barrancos também preserva uma tradição passada de geração em geração. Muitos moradores aguardam a vazante do rio para iniciar o plantio, que exige conhecimento sobre o período ideal para semear e colher cada cultura.
Em Sena Madureira, o rio Iaco continua exercendo papel fundamental na vida da população. Se durante o inverno amazônico ele impõe desafios com as cheias, no período de estiagem oferece oportunidades que ajudam a fortalecer a agricultura familiar e movimentar a economia local.
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