Casal entra na fila da adoção, descobre gravidez e acaba criando “gêmeas do coração”

A família ficou conhecida após os pais transformarem a trajetória das meninas em um livro

Por Redação ContilNet 25/05/2026 às 05:50 Atualizado: há 3 horas
Durante a pandemia, o casal decidiu entrar no Cadastro Nacional de Adoção/Foto: Reprodução
No Dia Nacional da Adoção, celebrado neste 25 de maio, uma história envolvendo duas meninas que cresceram como irmãs gêmeas ganhou destaque no Acre. Ariel e Maria Eloísa, ambas com dois anos de idade e apenas seis dias de diferença entre os nascimentos, transformaram a vida do casal Carlos Augusto e Larissa Oaskes, servidores do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC).

As duas crianças não possuem laços biológicos, mas compartilham uma rotina de irmãs inseparáveis. A família ficou conhecida após os pais transformarem a trajetória das meninas em um livro ilustrado produzido com auxílio de inteligência artificial.

“Todo mundo pensava que elas eram gêmeas”, contou Larissa ao TJAC. Segundo ela, além da aparência semelhante, as duas cresceram juntas desde os primeiros meses de vida, aprendendo a engatinhar, andar e brincar lado a lado.

A história começou após mais de dois anos de tentativas frustradas para engravidar. Durante a pandemia, o casal decidiu entrar no Cadastro Nacional de Adoção. A audiência que oficializou a adoção de Maria Eloísa ocorreu em junho de 2024, na 2ª Vara da Infância e Juventude de Rio Branco.

A audiência que oficializou a adoção de Maria Eloísa ocorreu em junho de 2024/Foto: Reprodução

Enquanto aguardavam o processo, Larissa descobriu uma gravidez. Anne Ariel nasceu em agosto daquele ano. Poucos meses depois, em dezembro, veio a ligação do Núcleo de Apoio Técnico da Vara da Infância informando sobre a possibilidade de adoção de Eloísa.

“Eu estava puérpera e era mãe de primeira viagem, agora de gêmeas”, relembrou Larissa. Carlos Augusto completou: “Deu a certeza de que era pra gente”.

Segundo o casal, a convivência das meninas fortaleceu ainda mais os vínculos familiares. Eles relatam que as duas desenvolveram uma relação de amizade e companheirismo desde muito cedo.

“A gente achava que estava fazendo algo por uma criança, mas quando ela chegou, entendemos que foi ela que transformou a nossa vida”, afirmou Carlos Augusto.

A convivência das meninas fortaleceu ainda mais os vínculos familiares/Foto: Reprodução

Além da história da família, o TJAC também divulgou números atualizados da adoção no Acre. Em 2025, foram realizadas 28 adoções de crianças e adolescentes no estado. Atualmente, segundo o Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA), existem nove crianças aptas para adoção no Acre, 13 processos em andamento e 62 pretendentes cadastrados.

Com informações do TJAC.

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