Caso Ionara é destaque do Arquivo 068 desta semana; saiba mais

Quadro fala sobre o feminicídio da jovem de 29 anos

Por Redação ContilNet 20/06/2026 às 16:26
Caso Ionara é o destaque desta semana do Arquivo 068. — Foto: Reprodução

O caso da morte de Ionara da Silva Nazaré, de 29 anos, é o destaque desta semana do Arquivo 068, quadro do ContilNet que reúne reportagens sobre casos criminais, investigações policiais e lendas urbanas do Acre e da Amazônia.

A Justiça do Acre decidiu levar a júri popular o ex-tenente da reserva da Polícia Militar, Reginaldo de Freitas Rodrigues, de 56 anos, acusado de feminicídio contra a companheira. A decisão de pronúncia foi assinada na última segunda-feira (16) e reconhece a existência de indícios suficientes de autoria e materialidade para que o caso seja analisado por jurados populares. Ainda não há data definida para o julgamento.

Ionara foi morta com quatro disparos de arma de fogo em setembro do ano passado, no bairro Mocinha Magalhães, em Rio Branco. Segundo a investigação, o crime ocorreu durante uma discussão do casal, motivada por um desentendimento considerado fútil.

O juiz responsável pelo caso destacou que a vítima era mãe de duas crianças pequenas e que o crime teria ocorrido na presença delas, circunstância que pode agravar a pena em caso de condenação.

Testemunhas relataram à polícia que o relacionamento durava cerca de um ano e que o acusado apresentava comportamento de ciúmes, embora não houvesse registros anteriores de violência doméstica. Após os disparos, o ex-militar fugiu do local, deixando as crianças na residência.

Reginaldo de Freitas Rodrigues se apresentou à polícia dois dias depois e permanece preso preventivamente. A Justiça negou pedidos de liberdade, apontando a gravidade do crime e o risco de reiteração.

A arma utilizada no crime, que possuía registro e era vinculada à Polícia Militar, foi apreendida e encaminhada para perícia.

O ex-tenente foi indiciado por feminicídio com base no Código Penal e na Lei Maria da Penha. Ele havia se aposentado da corporação em 2018, após mais de 30 anos de serviço, e retornado posteriormente a funções administrativas.

Com a decisão, o caso segue agora para julgamento pelo Tribunal do Júri e ganha destaque como o Caso Ionara desta edição do Arquivo 068.

 

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