Conversei no final da tarde com um emedebista raiz. Daqueles que conhecem os corredores do MDB como poucos e que carregam na memória décadas de histórias, disputas, vitórias e derrotas da legenda.
Não é exatamente um dos chamados “cabeças brancas” do partido, mas certamente reúne credenciais suficientes para ocupar uma cadeira entre eles.
Entre uma conversa e outra, veio uma informação que, segundo ele, já é tratada como praticamente certa nos bastidores.
O noivado político entre Alan Rick e Jéssica Sales estaria sacramentado.
Na definição do meu interlocutor, os anéis já teriam sido colocados. Falta apenas a cerimônia.
Traduzindo para o português eleitoral: a ex-deputada federal Jéssica Sales seria a escolhida para compor como vice uma eventual chapa encabeçada por Alan Rick na disputa pelo Governo do Estado.
Naturalmente, ninguém confirma oficialmente.
Alan Rick continua mantendo absoluto silêncio sobre o assunto. Não fala, não comenta e não alimenta especulações. Uma postura que pode ser fruto de estratégia própria ou recomendação dos profissionais que conduzem sua comunicação política.
Mas o fato é que, quando os bastidores começam a repetir a mesma história em várias rodas de conversa, a fumaça geralmente indica a existência de algum fogo.
E convenhamos: politicamente, a composição faz sentido.
Jéssica Sales possui forte identidade política no Juruá, região estratégica em qualquer eleição estadual. Além disso, carrega uma trajetória própria, consolidada ao longo dos anos. Foi deputada federal e protagonizou uma das disputas mais acirradas da história recente de Cruzeiro do Sul, ficando a menos de duzentos votos da prefeitura mesmo enfrentando estruturas políticas extremamente robustas.
Mas não foi apenas essa informação que ouvi.
Outra notícia considerada quente pelo emedebista é que os candidatos a deputado estadual e federal filiados ao MDB teriam liberdade para manter apoio à governadora Mailza Assis durante a campanha.
Em outras palavras, não haveria uma imposição para que todos os proporcionais embarcassem obrigatoriamente no mesmo projeto majoritário.
A estratégia permitiria ao partido preservar alianças regionais, evitar desgastes internos e ampliar seu campo de atuação eleitoral.
Se isso realmente se confirmar, o MDB poderá entrar em 2026 com uma engenharia política bastante peculiar: uma candidatura majoritária própria, mas com liberdade para que suas lideranças proporcionais construam caminhos diferentes em determinadas regiões.
Por enquanto, tudo continua no terreno dos bastidores.
Mas uma coisa parece cada vez mais evidente: enquanto Alan Rick permanece calado, a política acreana segue falando por ele.
E, nos corredores do poder, há cada vez mais gente apostando que o casamento político entre Alan e Jéssica é apenas uma questão de tempo.

