Em um ano, Acre registrou mais de 140 casos de racismo e injĂșria racial e supera mĂ©dia nacional

O Acre apresentou uma média de 5,9 junto com outros estados

Por Maria Fernanda Arival, ContilNet 18/07/2024 Ă s 17:08 Atualizado: hĂĄ 2 anos

O 18Âș AnuĂĄrio Brasileiro de Segurança PĂșblica tornou pĂșblico dados sobre casos de racismo, injĂșria racial e violĂȘncia contra LGBTQIAPN+. De acordo com os nĂșmeros, o Acre Ă© um dos estados que superou a mĂ©dia nacional por 100 mil habitantes na taxa de registros de racismo, que foi de 5,7.

O Acre apresentou uma mĂ©dia de 5,9. No topo da lista estĂŁo os estados da RegiĂŁo Sul, Rio Grande do Sul e ParanĂĄ, com taxas de 26,3 e 14,0, respectivamente. Na sequĂȘncia aparecem Sergipe (13,5), GoiĂĄs (8,1) e Mato Grosso do Sul (7,5).

Acre superou a média nacional/Foto: Ilustração

Em nĂșmeros absolutos, o Acre registrou 92 casos de injĂșria racial em 2023, registrando um aumento em comparação com 2022, quando registrou 62 casos. A taxa foi de 11,1 por 100 mil habitantes em 2023.

JĂĄ os casos de racismo, foram registrados 49 casos em 2023, contra 28 de 2022 em nĂșmeros absolutos. JĂĄ a taxa por 100 mil habitantes foi 5,9 em 2023 e 3,4 em 2022.

Fonte: AnuĂĄrio Brasileiro de Segurança PĂșblica

O Supremo Tribunal Federal (STF) equiparou a injĂșria racial ao racismo, em 28 de outubro de 2021. “No Legislativo, isso se materializou na Lei 14.532/23, que alterou a lei 7.716/89. A partir daĂ­, a injĂșria racial foi equiparada ao crime de racismo. Seu enquadramento atĂ© entĂŁo abrigado no CĂłdigo Penal, no parĂĄgrafo 3Âș do artigo 140, passa a ser regido pela Lei 7.716/89, aumentando a pena cominada para o crime de um a trĂȘs anos para dois a cinco anos de reclusĂŁo. AlĂ©m disso, com a equiparação, a injĂșria racial passa a ser inafiançåvel e imprescritĂ­vel”, disse um trecho do AnuĂĄrio.

Caso de injĂșria racial no Acre

Um dos casos mais polĂȘmicos de injĂșria racial registrados no Acre ocorreu no dia 07 de fevereiro do ano passado. Um entregador foi alvo do crime no estacionamento de uma farmĂĄcia da cidade Rio Branco. Ele gravou com o celular a situação, enquanto uma mulher ainda nĂŁo identificada o atacava com falas racistas, o chamando de ‘imundo’ e ‘macaco’.

Diante das imagens divulgadas pela imprensa, o MinistĂ©rio PĂșblico do Estado do Acre (MPAC) instaurou inquĂ©rito policial para investigar o caso. A autora foi identificada.

AnuĂĄrio Brasileiro de Segurança PĂșblica

O AnuĂĄrio Brasileiro de Segurança PĂșblica se baseia em informaçÔes fornecidas pelas secretarias de segurança pĂșblica estaduais, pelas polĂ­cias civis, militares e federal, entre outras fontes oficiais da Segurança PĂșblica.

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