A ex-deputada estadual e conselheira do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Naluh Gouveia participou nesta quarta-feira (8) da audiĂȘncia pĂșblica realizada pela Assembleia Legislativa do Acre para debater os altos Ăndices de feminicĂdio no Estado.
Naluh deixou a vida polĂtica para ser a segunda mulher a tornar-se conselheira do TCE, mas diz ter saudades da tribuna.
âIsso aqui me humanizou, me colocou pertinho povo e das pessoas humildes e como elas fazem bem ao ser humanoâ.

Dezenas de mulheres participaram do momento na Aleac/Foto: Reprodução
Ainda sobre a saudade da vida de deputada, ela diz que jĂĄ teve crises apĂłs nĂŁo ser mais porta-voz do povo na Casa Legislativa.
âAs vezes eu penso: “Meu Deus eu fugi da luta, o que eu faço no Tribunal de Contas?”, teve um dia que chorei e liguei para a PatrĂcia [Rego]â, conta.
Ao falar dos feminicĂdios, Golveia se emocionou e atribuiu os altos Ăndices Ă âpolĂtica de Ăłdio do Bolsonaro”. “O Acre tem o maior Ăndice de feminicĂdio no Brasil e Ă© o maior eleitor do Bolsonaro. EntĂŁo, eu nĂŁo consigo conceber mulheres votando no Bolsonaroâ, afirma.
Ela contou experiĂȘncias que causaram comoção e revolta. âAos 7 anos, joguei uma faca em um homem porque ele bateu na minha mĂŁe, aos 16 eu fui estuprada. EntĂŁo, de homem eu nĂŁo espero nadaâ.
Naluh falou da experiĂȘncia de ter sido abusada pelo padrasto: âĂ horrĂvel nĂŁo ter com quem falar, a famĂlia nĂŁo acreditarâ.


