Fratura no pé teria causado morte de médica acreana; caso repercute nacionalmente

Adriana morava e trabalhava na cidade de Camaçari, no interior da Bahia, há cerca de um ano

Por Marina, ContilNet 27/06/2023 Ă s 10:36
Adriana morava no interior da Bahia. Foto: Reprodução

A médica acreana Adriana Rodrigues Laurentino, de 27 de anos, que morreu de embolia pulmonar no último sábado (24), em Brasiléia, no interior do Acre, ganhou repercussão nacional. O site Metrópoles deu destaque para o assunto.

A acreana, formada em medicina, morava na cidade de Camaçari, no interior da Bahia e havia fraturado o pé esquerdo em um passeio. Após o lesão, Adriana recebeu atestado médico e decidiu viajar para a cidade natal, no Acre, para passar um tempo com familiares.

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Adriana tinha 27 anos. Foto: Reprodução

A prima da mĂ©dica, Renata Lopes, que conversou com o g1 Acre e explicou que a famĂ­lia toda está no Estado. “Ela estava com o pĂ© fraturado e nĂŁo tinha como ficar dentro do apartamento, estava de atestado. A famĂ­lia se disponibilizou a mandar alguĂ©m ficar com ela, mas disse que vinha. Esse voo que foi o problema, muito tempo dentro do aviĂŁo, a perna parada e tudo contribuiu para a embolia pulmonar”, contou.

De acordo com a prima, a médica passou mal ainda no aeroporto de Brasília. Lá, Adriana foi atendida por uma equipe médica no pronto-atendimento do aeroporto e foi avisada que seria levada para uma unidade de saúde do estado, mas Adriana pediu para continuar a viagem até o estado acreano, segundo a família.

“Fizeram todos os procedimentos corretos, toda documentação e iam encaminhar ela para um hospital de BrasĂ­lia. Esse seria o correto. Quando foi tornando, conversou com a mĂ©dica e pediu para vir para o Acre, a mĂ©dica acabou concordando, deu o laudo dela e ela seguiu o voo. Esse foi o erro. É muito importante que um mĂ©dico, mesmo que o paciente peça de todas as formas possĂ­veis para seguir viagem, nĂŁo deixar já que corre o risco de morte no voo. Ela nĂŁo tinha como embarcar”, disse ao g1 Acre.

Adriana morava no interior da Bahia. Foto: Reprodução

A prima de Adriana disse ainda que a mĂ©dica acreana passou o dia bem em BrasilĂ©ia, mas Ă s 21h, a mĂŁe de Renata ligou para ela ir o mais rápido possĂ­vel para o hospital, pois Adriana estava sendo intubada. “Ela morreu 11 horas da noite do sábado, foi muito rápido. A equipe de BrasilĂ©ia está de parabĂ©ns, vi eles fazendo tudo que era possĂ­vel, porĂ©m, nĂŁo tinham mais o que fazer. Tinham dois mĂ©dicos, alĂ©m do restante da equipe, tentando reanimar ela por mais de 40 minutos e nĂŁo deu certo”, finalizou.

Embolia pulmonar

A embolia pulmonar é causada pela obstrução das artérias dos pulmões por coágulos (trombos ou êmbolos) que, na maior parte das vezes, se formam nas veias profundas das pernas ou da pélvis e são liberados na circulação sanguínea. Segundo o site do Dráuzio Varella, apesar de mais raros, também existem casos de embolias gordurosas provocadas por traumas ou fraturas, de embolias aéreas (bolhas de ar) e de líquido amniótico.

A gravidade do quadro está diretamente correlacionada com o tamanho do êmbolo. Os maiores podem interromper completamente a circulação pulmonar. Essa condição pode ser mortal.

ConteĂşdo Original / Fonte: Everton Damasceno, ContilNet

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