A violência contra a população LGBTQIA+ segue presente no Acre. Dados consolidados dos canais oficiais de denúncia mostram que, entre fevereiro e junho de 2026, o estado registrou sete denúncias envolvendo pessoas LGBTQIA+, que resultaram em 59 violações de direitos. As informações são do Painel de Dados da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos.
Embora o número de denúncias seja inferior ao de outros grupos vulneráveis, os dados mostram que cada ocorrência pode reunir diversas formas de violência, já que uma única denúncia pode conter múltiplas violações de direitos, como agressões físicas, violência psicológica, discriminação, ameaças e outras situações.
No panorama geral, o Acre contabilizou 755 denúncias e 5.781 violações registradas no período, distribuídas entre diferentes públicos vulneráveis. A maior parte dos casos envolve crianças e adolescentes, com 427 denúncias e 2.755 violações. Em seguida aparecem as denúncias relacionadas à violência contra pessoas idosas, com 176 registros e 1.123 violações, e contra pessoas com deficiência, com 139 denúncias e 977 violações.
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Os dados também apontam 88 denúncias de violência contra a mulher, que somaram 498 violações, além de 64 denúncias relacionadas à violência contra cidadão, família ou comunidade, 11 envolvendo pessoas em restrição de liberdade e duas contra pessoas em situação de rua.
O levantamento ainda mostra que, entre fevereiro e junho, foram registrados 476 protocolos de atendimento. Maio concentrou o maior número de registros do período, com 188 denúncias, seguido por junho (138), abril (124), fevereiro (123) e março (106).


