Com a paralisação do futebol acreano, os clubes de maiores investimentos sentem no caixa os impactos da pandemia do novo coronavĂrus.
Juntos, AtlĂ©tico-AC, Galvez e Rio Branco-AC tĂȘm despesas de R$ 240 mil e geram 119 empregos diretos, entre jogadores, comissĂ”es tĂ©cnica e demais funcionĂĄrios.
Sem autorização para treinamentos coletivos, Galvez e Rio Branco-AC decidiram suspender as atividades em seus respectivos Centros de Treinamentos, na capital.
O Atlético-AC avalia a possibilidade de seguir o mesmo caminho em reunião nesta segunda-feira (22).

Juntos, AtlĂ©tico-AC, Galvez e Rio Branco-AC tem investimento mensal de R$ 240 mil â Foto: Manoel Façanha/Arquivo Pessoal
A Federação de Futebol do Acre (FFAC), agendou para a próxima quinta-feira (25), uma reunião com os dirigentes dos clubes para definir o futuro do Campeonato Acreano 2021.
– O futebol jĂĄ tĂĄ provado que nĂŁo causa nenhum tipo de infectado porque todos sĂŁo testados. Quando vocĂȘ pega uma pessoa com Covid-19, ele Ă© imediatamente afastado. Pelo contrĂĄrio, o futebol atĂ© protege a população – destaca o presidente da FFAC, AntĂŽnio Aquino Lopes.
Entre os dirigentes, hĂĄ um consenso que o futebol do Acre nĂŁo recebe o apoio devido do poder publico e da classe empresarial.
AliĂĄs, o presidente do Galvez, coronel Edener Franco, ressalta que enquanto nĂŁo houver uniĂŁo, o esporte do estado nĂŁo vai galgar passos maiores.
– Podem continuar falando que o futebol do Acre nĂŁo presta, podem continuar falando que falta qualidade, mas se nĂŁo tivermos apoio da classe polĂtica, da classe empresarial, da população de uma forma geral, continuaremos nesse mesmice, sem termos um acesso, sem termos equipes melhores preparadas para o cenĂĄrio nacional – afirma.
O Campeonato Acreano estava programado para começar dia 7 de março, mas como o estado estå em faixa vermelha da pandemia, que é a mais restritiva, a FFAC não pode promover nenhuma competição.
(Foto de capa: Reprodução/Rede AmazÎnica Acre)

