A semana que antecede um combate costuma ser sofrida para os lutadores que precisam se apresentar na pesagem dentro do limite de suas categorias. E com o humorista Whindersson Nunes – adversĂĄrio de Acelino “PopĂł” Freitas, domingo, em um duelo de boxe no Fight Music Show, em BalneĂĄrio CamboriĂș (SC) – nĂŁo Ă© diferente. O ge acompanha todo o evento em tempo real a partir das 19h, e o Combate transmite ao vivo para seus assinantes.
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Whindersson Nunes lidera o card do evento contra PopĂł â Foto: Marcelo Barone
Whindersson, que desembarcou na cidade na tarde de quinta-feira, precisa perder cinco quilos para chegar aos 75kg e confirmar o duelo com o ex-campeão mundial. Ele sabe que não é fåcil abdicar do que gosta para se dedicar à nobre arte, mas exalta a disciplina adquirida no esporte e brinca em entrevista ao ge ao falar de comida.
– Disciplina Ă© a coisa que mais pega. Quando vocĂȘ vai lutar, vocĂȘ tem que abdicar de algumas coisas, deixar de ir na festinha, de beber umas coisas, de comer umas paradas… Isso, na teoria, parece fĂĄcil, mas na prĂĄtica nĂŁo Ă© tĂŁo fĂĄcil. Agora eu trocaria tudo por um sanduĂche (risos). Mas, lĂĄ em cima do ringue, as pessoas veem a diferença de quem nĂŁo fez a dieta direito, de quem cansou, de quem nĂŁo treinou todos os dias. A galera da luta percebe isso, o pĂșblico, que nĂŁo Ă© besta, tambĂ©m vĂȘ o esforço. Quero que as pessoas percebam a minha evolução, a minha disciplina. Ă vocĂȘ conseguir dizer pra cabeça que nĂŁo vai fazer tal coisa atĂ© tal dia, vou me manter dessa forma porque para chegar no objetivo Ă© assim. Vai ser uma disciplina que vai ficar para o resto da vida e para vĂĄrios outros trabalhos.
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Natural do PiauĂ, Whindersson Nunes desbravou o Brasil levando seus show de stand up comedy e, agora, espera que a visibilidade de seu combate ajude a despertar nas pessoas o gosto pelo esporte.
– Em vĂĄrias outras coisas que eu fiz, houve a primeira vez que as pessoas estavam vendo aquilo, show de stand up. Eram pessoas que nĂŁo tinham costume de irem ao teatro, irem a show de humor, de comĂ©dia. E muitos continuam indo. Quero que muitos que nĂŁo tem contato com o mundo do esporte, entendessem que o mundo do esporte nĂŁo Ă© um bicho de sete cabeças ou algo que vocĂȘ precisa parar de fazer tudo na vida para se dedicar e evoluir. Ă uma arte. E eu sou artista. Eu me identifico com a arte marcial. Estava precisando mudar de vida, de hĂĄbitos, melhorar minha saĂșde e encontrei no boxe um lugar de muito conforto no desconforto. Tem que estar incomodado para evoluir.

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