05/09/2026

“Achou que ia morrer”, diz mãe de jovem agredido por PM em GO

Por Redação ContilNet
Material cedido ao Metrópoles

Caso de extrema violência ocorreu dentro de uma oficina de motos em Catalão (GO) e gerou revolta nacional após imagens de câmera de segurança virem a público.

O desabafo de uma mãe angustiada expõe o trauma deixado pela truculência policial. Em entrevista aos jornalistas Arthur de Souza e Isabella Wagner, do portal Metrópoles, a mãe do adolescente de 16 anos agredido por um policial militar de Goiás (PMGO), em Catalão, revelou que o filho temeu pela própria vida durante o ataque.

O jovem estava no início do expediente de trabalho em uma oficina de motos local quando foi surpreendido pelo militar. O nome da mãe e da vítima não foram revelados para preservar a integridade e a identidade do menor de idade.

Agressões injustificadas e ameaça de morte

De acordo com o relato da família, o policial militar estacionou a viatura, entrou no estabelecimento comercial e encurralou o adolescente contra a parede. A justificativa do agressor seria de que o rapaz estava “encarando” o veículo oficial da polícia.

O registro das câmeras de segurança da loja mostra o PM desferindo enforcamentos e diversos tapas no rosto do jovem, que permaneceu sem reação devido ao choque. Em dado momento, o agressor sacou a arma corporativa, apontou para a face do menino e gritou: “Eu vou te matar”. Antes de deixar o local, o criminoso ainda chutou uma cadeira contra a vítima e ordenou que ela pedisse demissão e se mudasse da cidade.

“Meu filho passou um sufoco muito grande. Ele achou que ia morrer naquele momento”, desabafou a mãe. “Ainda estou sem entender o motivo de o policial ter feito isso. É muito revoltante! Hoje foi meu filho, amanhã pode ser o filho de alguém. Quero que a justiça seja feita. Isso não vai ficar impune.”

Estado de saúde e providências institucionais

Apesar dos hematomas e ferimentos concentrados na região do rosto e da barriga, o adolescente recebeu atendimento em uma unidade de saúde e está fisicamente bem, permanecendo sob o impacto psicológico e emocional do trauma.

Em posicionamento oficial via nota, a Polícia Militar do Estado de Goiás (PMGO) declarou que tomou conhecimento da conduta inadequada do agente por meio dos vídeos compartilhados nas plataformas digitais. A corporação assegurou que todas as medidas legais e os procedimentos administrativos cabíveis já foram devidamente instaurados para apurar o desvio de conduta.

Perguntas frequentes sobre o caso de agressão em Catalão

O que motivou a agressão do PM contra o adolescente em Catalão?

Segundo o depoimento da mãe da vítima, o policial militar entrou no estabelecimento comercial alegando de forma truculenta que o menor de 16 anos estava olhando fixamente (“encarando”) a viatura da polícia que passava pela rua.

Qual o estado de saúde do jovem agredido?

O adolescente sofreu lesões físicas na barriga e na região do rosto. Ele foi atendido por equipes médicas, recebeu os cuidados necessários e está bem fisicamente, embora apresente fortes marcas de trauma psicológico causadas pelo episódio.

O que a Polícia Militar de Goiás fez a respeito do caso?

A PMGO informou publicamente que, após a circulação das imagens de segurança nas redes sociais, adotou de imediato as providências administrativas e legais cabíveis para investigar a conduta do policial filmado na ação.

Conteúdo Original / Fonte: Redação ContilNet

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