Pais confessam ter matado recém-nascido: “Não queríamos o neném”

Larissa Monteiro e Bruno Lucas Ribeiro atribuíram a autoria um ao outro em depoimento.

Por Redação ContilNet 29/07/2026 às 09:59
Material cedido ao Metrópoles

Em depoimentos à Polícia Civil, Larissa Monteiro e Bruno Lucas confirmaram o homicídio, mas acusaram um ao outro pela autoria direta da asfixia.

Larissa Monteiro da Costa (22 anos) e Bruno Lucas Ribeiro da Silva (29 anos) confessaram, em depoimento prestado à Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ), o envolvimento na morte do próprio filho recém-nascido.

O crime ocorreu no município de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

De acordo com as informações contidas na íntegra dos depoimentos apurados pela jornalista Letícia Guedes para o portal METRÓPOLES, embora ambos tenham admitido que o bebê foi asfixiado logo após o nascimento, cada um acusou o outro de ter sufocado a criança.

“Eu já tinha deixado bem claro que eu não queria o neném. Ela nasceu com vida, eu escutei ela chorando. Pedi para o Bruno retirar o bebê do local”, declarou Larissa em trecho de seu depoimento divulgado pelo METRÓPOLES.

Versões conflitantes e conversão da prisão em preventiva

Conforme acompanhado pelo METRÓPOLES, a apuração policial e os desdobramentos judiciais apontam:

  • Versão de Larissa: A investigada alegou que não desejava a criança e acusou Bruno de ter sufocado o bebê com um pano após o nascimento.

  • Versão de Bruno: Em contrapartida, o homem afirmou à polícia que foi Larissa quem sufocou e apertou o pescoço do recém-nascido, enquanto ele disse ter ficado em choque e depois colocado a criança em sacos de lixo.

  • Descoberta no Hospital: O crime foi descoberto após Larissa dar entrada em uma unidade de saúde devido a complicações pós-parto. Médicos notaram os sinais do nascimento recente e questionaram a localização do bebê, levando familiares a encontrarem o corpo no imóvel.

  • Prisão Preventiva Mantida: Na terça-feira (28/7), a Justiça do Rio de Janeiro atendeu ao pedido do Ministério Público (MPRJ) e converteu a prisão em flagrante do casal em prisão preventiva, citando a crueldade da conduta e a necessidade de garantir a ordem pública.

Como a Polícia Civil descobriu o assassinato do recém-nascido?

O crime foi descoberto após a mãe dar entrada em uma unidade hospitalar com complicações de saúde; a equipe médica percebeu sinais de parto recente e acionou as autoridades após questionamentos.

Qual é a situação jurídica atual de Larissa e Bruno?

A Justiça do Rio de Janeiro converteu a prisão em flagrante de ambos em prisão preventiva a pedido do Ministério Público.

O que o casal alegou sobre a motivação do crime?

Em depoimento, os investigados afirmaram que não desejavam a criança e divergiram sobre quem praticou os atos diretos de asfixia.

Conteúdo Original / Fonte: Redação ContilNet

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