Polícia prende 4 pessoas da mesma família e coloca fim há quase 20 anos de abusos sexuais

Por Marina, ContilNet 19/08/2021 Ă s 08:58
Polícia usou drone para comprovar que envolvidos e vítimas estavam no mesmo núcleo familiar — Foto: Polícia Civil/Divulgação

A Polícia Civil deflagrou operação nesta quinta-feira (19) para colocar fim há quase 20 anos de abusos sexuais dentro da mesma família, em Três Lagoas, na região leste do estado. Até o momento, 4 pessoas foram presas pela prática de diversos estupros de vulneráveis praticados contra crianças.

“NĂłs usamos imagens do drone e Ă© possĂ­vel perceber a sistemática familiar, já que todos os parentes moravam prĂłximos, juntos. O convĂ­vio familiar era muito prĂłximo e os autores sĂŁo tios, primos, irmĂŁos e há alguns casos de incesto tambĂ©m. É algo pesado, bem pesado”, afirmou ao G1 a delegada Nelly Gomes dos Santos, coordenadora da operação.

Segundo a delegada, os crimes estavam sendo investigados há cerca de 3 meses, sendo que, no mês anterior, houve a prisão do primeiro suspeito, sendo que a ação não foi divulgada para preservar as investigações.

De nome Sodoma e Gomorra, a operação é da Delegacia de Atendimento à Mulher (DAM) de Três e conta com apoio do Serviço de Investigações Gerais (SIG) e a 2ª Delegacia de Polícia, tendo o envolvimento de 24 investigadores e 5 delegados.

Dos 5 presos, sĂŁo quatro homens e uma mulher, sendo dois deles irmĂŁos e o terceiro Ă© filho de um deles e o quarto Ă© sobrinho. A mulher Ă© a matriarca da famĂ­lia, uma senhora de 77 anos, que tinha conhecimento de tudo que acontecia e se omitiu, ainda conforme a polĂ­cia.

Investigação ocorre há cerca de 3 meses em delegacia de MS e cinco pessoas foram presas até o momento — Foto: Polícia Civil/Divulgação

Investigação ocorre há cerca de 3 meses em delegacia de MS e cinco pessoas foram presas até o momento — Foto: Polícia Civil/Divulgação

AtĂ© o momento, a polĂ­cia ressaltou que pouco mais de 10 vĂ­timas foram identificadas, entre primas, irmĂŁs e sobrinhas dos autores. “Com a prisĂŁo nĂłs acreditamos que mais vĂ­timas sejam identificadas, pois, terĂŁo coragem de denunciar”, ressaltou Gomes.

Nos autos do inquérito, conta que a primeira vítima sofreu o primeiro abuso quando tinha apenas 8 anos de idade, há mais de 17 anos. São crianças e adolescentes com idades entre 5 a 13 anos, que conviviam em um mesmo núcleo familiar e, apesar de pedirem ajuda e tentarem denunciar, foram negligenciadas e obrigadas a se calar por anos.

Ainda conforme a polĂ­cia, uma delas, quando tentou contar o que acontecia, foi espancada com uma corrente, por um dos autores, com a conivĂŞncia da avĂł.

Agora a polícia ressalta que a investigação continua para a identificação de possíveis novas vítimas e a punição dos envolvidos. Nesta manhã (19), às 9h30 (de MS), está marcada uma coletiva na Delegacia Regional de Três Lagoas.

ConteĂşdo Original / Fonte: G1

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