Tio de aluna é morto a tiros em frente a escola após briga de estudantes

André Mancini de Souza, de 36 anos, foi baleado e morto em Santo André ao tentar proteger a sobrinha e a esposa em uma briga na porta de uma escola estadual.

Por Redação ContilNet 02/07/2026 às 08:19
Divulgação

André Mancini de Souza, de 36 anos, tentou intervir em um tumulto generalizado para proteger a esposa, foi baleado por motoqueiro e faleceu no hospital.

O que deveria ser um ato de proteção familiar diante de ameaças no ambiente escolar transformou-se em uma tragédia sem volta na Grande São Paulo.

Um desentendimento envolvendo estudantes na saída das aulas atraiu a intervenção violenta de terceiros, culminando no assassinato de um homem que havia comparecido ao local apenas para garantir o retorno seguro de uma adolescente para casa.

O suspeito do crime fugiu da cena inicial em um veículo de duas rodas, mas acabou localizado e detido pelas autoridades policiais poucas horas após o ocorrido.

O crime em Santo André, a dinâmica da briga e a apuração dos fatos

O homicídio foi registrado nos arredores de um colégio público paulista e mobilizou os investigadores do setor de homicídios da região.

De acordo com as informações apuradas pelo jornalista Marcus Pontes para o portal METRÓPOLIS, um homem foi preso sob a suspeita de matar a tiros André Mancini de Souza, de 36 anos, após uma confusão na porta da Escola Estadual Padre Aristides Greveno, localizada na Vila Camilópolis, em Santo André.

A reportagem do veículo detalha que o crime aconteceu no início da noite, quando a vítima, acompanhada da esposa e da mãe de sua sobrinha, foi ao colégio buscar a adolescente, que relatara sofrer agressões e temia novos ataques de outras duas alunas.

No local, o encontro entre os familiares e uma das supostas agressoras evoluiu para um tumulto generalizado, que funcionários da unidade de ensino tentaram apartar sem sucesso.

Agressão com capacete antecedeu os disparos fatais

Intervenção e tiros na calçada

Durante o desentendimento na calçada da instituição, um motociclista que passava pela via decidiu intervir no tumulto. Armado com um capacete, o homem passou a desferir golpes contra o grupo, atingindo a esposa de André. Para proteger a companheira, André Mancini reagiu, iniciando uma troca de socos com o agressor.

O motociclista então se afastou temporariamente da cena do conflito, mas retornou armado logo em seguida, efetuando disparos contra o tórax e a virilha da vítima antes de fugir em uma moto preta. André foi socorrido por testemunhas, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu no hospital.

Prisão do suspeito e antecedentes

No dia seguinte ao assassinato, o atirador, identificado pela polícia como Aldeir, apresentou-se na delegacia acompanhado por um defensor jurídico e recebeu voz de prisão.

Em seu depoimento oficial, o homem alegou que transitava pela avenida quando presenciou o confronto e decidiu agir por supor que ocorria uma injustiça contra uma das partes envolvidas.

A Polícia Civil revelou, no entanto, que o histórico do acusado não é primário, uma vez que ele já possui outras duas passagens criminais anteriores registradas em sua ficha.

Por que o tio da estudante foi até a escola em Santo André?

André Mancini de Souza foi até a Escola Estadual Padre Aristides Greveno junto com sua esposa e a mãe de sua sobrinha porque a adolescente, que tem entre 11 e 13 anos, relatou ter sido agredida dias antes por outras alunas e estava com medo de sofrer novos ataques na saída das aulas.

Como o motociclista se envolveu na briga em frente ao colégio?

O suspeito, identificado como Aldeir, passava de moto pelo local e, ao presenciar o tumulto entre os familiares e as estudantes, interveio alegando que tentava conter uma suposta injustiça. Ele agrediu a esposa de André com um capacete, o que gerou uma briga corporal entre os dois homens.

O suspeito de matar André Mancini de Souza foi localizado pela polícia?

Sim. No dia seguinte ao crime, o suspeito apresentou-se em uma delegacia da Polícia Civil acompanhado de seu advogado e acabou sendo detido. Segundo as autoridades, ele confessou o envolvimento na confusão e já possuía outras duas passagens pela polícia.

Conteúdo Original / Fonte: Redação ContilNet

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