Se uma pessoa fosse escolhida aleatoriamente entre os habitantes do Brasil, a chance de ela ter nascido no Acre seria de apenas 0,39%, segundo publicação do perfil Mundo e Capitais. O índice coloca o Acre entre as menores probabilidades do país, à frente apenas de Amapá (0,35%) e Roraima (0,30%).
O perfil publicou um mapa mostrando como a população brasileira se distribui entre as 27 unidades da Federação. A estimativa considera que a probabilidade de uma pessoa nascer em determinado estado acompanha proporcionalmente o tamanho da população daquele local.
No outro extremo está São Paulo, que concentra a maior parcela da população brasileira e aparece com 21,63% de probabilidade. Na sequência estão Minas Gerais, com 10,03%, Rio de Janeiro, com 8,11%, e Bahia, com 6,99%.
A diferença entre os extremos chama atenção: a estimativa para São Paulo é mais de 55 vezes maior que a registrada para o Acre.
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Onde o Acre aparece
Com 0,39%, o Acre ocupa uma das últimas posições no mapa. Entre os estados da região Norte, o percentual também varia bastante.
O Pará aparece com 4,07%, enquanto o Amazonas registra 2,01%. Rondônia tem 0,74%, Tocantins, 0,71%, Amapá, 0,35%, e Roraima, 0,30%.
Confira os percentuais:
- São Paulo: 21,63%
- Minas Gerais: 10,03%
- Rio de Janeiro: 8,11%
- Bahia: 6,99%
- Paraná: 5,56%
- Rio Grande do Sul: 5,28%
- Pernambuco: 4,49%
- Ceará: 4,34%
- Pará: 4,07%
- Santa Catarina: 3,79%
- Goiás: 3,46%
- Maranhão: 3,30%
- Amazonas: 2,01%
- Paraíba: 1,95%
- Espírito Santo: 1,93%
- Mato Grosso: 1,80%
- Rio Grande do Norte: 1,62%
- Piauí: 1,59%
- Alagoas: 1,47%
- Distrito Federal: 1,33%
- Mato Grosso do Sul: 1,30%
- Sergipe: 1,04%
- Rondônia: 0,74%
- Tocantins: 0,71%
- Acre: 0,39%
- Amapá: 0,35%
- Roraima: 0,30%
Estimativa não representa taxa de natalidade
Apesar de o mapa usar a expressão “probabilidade de um bebê nascer” em cada estado, os números não correspondem à taxa de natalidade registrada pelas unidades federativas.
A estimativa considera apenas a participação da população de cada estado no total brasileiro. Assim, quanto maior a população de uma unidade da Federação, maior é a sua participação percentual no cálculo.
Isso significa que o dado não indica, por exemplo, que uma mulher em São Paulo tenha necessariamente maior chance de ter um filho do que uma mulher no Acre. A comparação mostra apenas a probabilidade estatística de uma pessoa, escolhida aleatoriamente na população brasileira, pertencer a cada estado caso a distribuição acompanhasse exatamente o tamanho populacional.
