A produção agrícola do Acre segue em ritmo de crescimento. A estimativa da safra de cereais, leguminosas e oleaginosas no estado alcançou 205.505 mil toneladas em junho de 2026, conforme dados do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na útima terça-feira (14). O balanço destaca o desempenho positivo de culturas estratégicas para a economia acreana, como café, milho, soja e mandioca.
Um dos principais destaques é o café canephora, cuja produção colocou o Acre entre os estados com melhor desempenho do país. Na comparação com o mesmo período de 2025, a colheita cresceu 5,1%, o quinto maior avanço registrado nacionalmente. A produção passou de 6.632 mil toneladas para 6.969 mil toneladas em 2026. Em relação ao levantamento de maio, o volume permaneceu estável.
A perspectiva para a cafeicultura também é positiva em nível nacional. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra brasileira deve ultrapassar 66 milhões de sacas em 2026, o que poderá representar um novo recorde para o setor, impulsionado pelas variedades Arábica e Canephora.
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No Acre, a expansão da cultura do café tem sido puxada principalmente pelos pequenos produtores. Dados do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) mostram que 83% dos cafeicultores do estado cultivam a lavoura em propriedades com menos de 20 hectares, consolidando o grão como uma das principais apostas do agronegócio acreano.
Além do café, outras culturas também contribuíram para o desempenho positivo da produção agrícola. O milho apresentou o maior crescimento entre os grãos, com alta de 11,4%, passando de 123.214 mil toneladas em 2025 para 137.256 mil toneladas neste ano. A soja também manteve trajetória de expansão, registrando aumento de 8,5%, ao sair de 56.659 mil toneladas para 61.479 mil toneladas.
Em contrapartida, algumas culturas tradicionais registraram queda na produção. O arroz recuou 6,1%, passando de 4.246 toneladas para 3.989 toneladas, enquanto o feijão apresentou redução de 2,1% em relação ao ano anterior.
Entre as raízes e demais cultivos, a mandioca voltou a se destacar. Presente na base da alimentação da população acreana, a cultura registrou o maior crescimento absoluto em volume entre os produtos analisados pelo IBGE. A produção avançou 1,5%, passando de 494.311 mil toneladas para 622.501 mil toneladas, reforçando sua importância para a agricultura familiar e para a economia rural do estado.
Outras culturas também apresentaram resultados positivos. A produção de cana-de-açúcar cresceu 1,1%, passando de 10.181 para 10.289 toneladas, enquanto o fumo em folhas avançou 4,3%, chegando a 120 toneladas.
Já entre as frutas, o levantamento aponta uma leve retração. A produção de banana caiu 2,7%, passando de 89.738 para 87.347 toneladas, e a de laranja teve redução de 1%, recuando de 5.279 para 5.228 toneladas.
O levantamento do IBGE evidencia um cenário de fortalecimento da produção agrícola no Acre, impulsionado principalmente pelo avanço das lavouras de café, soja, milho e mandioca. Os números refletem a expansão de culturas que vêm ganhando espaço no estado e reforçam a importância do agronegócio para o desenvolvimento da economia acreana, especialmente entre os pequenos produtores rurais.
