Completando uma década sem registrar casos de raiva humana transmitida por variantes caninas, o Brasil deu início a uma importante mobilização sanitária em suas regiões de fronteira. Com mobilização no Acre, a abertura oficial da Campanha de Vacinação Antirrábica Canina e Felina na Fronteira ocorreu de forma simultânea em outros estados neste sábado (22).
Além do Acre, a campanha também teve início em Rondônia e no Mato Grosso do Sul, contando com ações integradas e binacionais que envolvem os governos do Brasil, da Bolívia e do Peru.
Para viabilizar a imunização em massa de cães e gatos, o Ministério da Saúde forneceu insumos essenciais e doses de vacinas antirrábicas para os municípios brasileiros participantes, além de prestar suporte logístico a atividades desenvolvidas na Bolívia e no Peru.
Entre os materiais disponibilizados estão equipamentos fundamentais para a preservação correta dos imunizantes e a segurança das equipes de campo, como caixas térmicas, termômetros, cambões, cordas e focinheiras.
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De acordo com o Ministério da Saúde, a iniciativa visa fortalecer a vigilância epidemiológica em áreas fronteiriças, onde o fluxo constante de pessoas e animais exige estratégias coordenadas para conter riscos de circulação viral.
Embora o país comemore dez anos sem registros de raiva humana transmitida por cães, as autoridades de saúde reforçam que o vírus da raiva permanece ativo na natureza, circulando entre animais silvestres, com destaque para morcegos, primatas e raposas.
Dados oficiais indicam que os casos de raiva humana registrados no país ao longo da última década estão associados a variantes silvestres, sendo os morcegos os principais envolvidos na maioria das ocorrências. Por essa razão, a vacinação anual de cães e gatos continua sendo a principal barreira de proteção para evitar que o vírus chegue aos animais domésticos e, consequentemente, aos seres humanos.
