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Acre soma mais de 500 denúncias de violência contra crianças e adolescentes em 2026

Por Anne Nascimento, ContilNet 15/08/2026 11:29
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Crianças e adolescentes já somam 567 denúncias de violência no Acre em 2026, segundo dados do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC). O número coloca esse grupo na liderança entre os públicos vulneráveis analisados pelo Painel de Violações e representa mais da metade de todas as denúncias registradas no período.

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Os dados, com registros até 13 de agosto de 2026, mostram que as denúncias envolvendo crianças e adolescentes tiveram maior concentração entre maio e julho. Foram 102 registros em maio, 100 em junho e 97 em julho. Em agosto, até o recorte considerado, já eram 32 denúncias.

Antes disso, foram contabilizadas 26 denúncias em janeiro, 69 em fevereiro, 75 em março e 66 em abril. Ao todo, o grupo chegou aos 567 registros.

No levantamento geral, o painel do Ministério dos Direitos Humanos contabiliza 1.036 denúncias e 8.171 violações, além de 620 protocolos de denúncias. Na evolução mensal, foram registrados 76 casos em janeiro, 123 em fevereiro, 106 em março, 124 em abril, 188 em maio, 186 em junho, 174 em julho e 58 em agosto.

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Idosos aparecem em segundo lugar

Depois de crianças e adolescentes, o grupo com maior número de denúncias é o de pessoas idosas, com 275 registros.

Foram 30 denúncias em janeiro, 33 em fevereiro, 16 em março, 31 em abril, 41 em maio, 58 em junho, 51 em julho e 15 em agosto.

Em seguida aparecem as denúncias envolvendo pessoas com deficiência, com 217 registros. O grupo teve 9 denúncias em janeiro, 22 em fevereiro, 12 em março, 32 em abril, 40 em maio, 51 em junho, 38 em julho e 13 em agosto.

Já a violência contra a mulher aparece com 112 denúncias. O levantamento registra 10 casos em janeiro, 14 em fevereiro, 7 em março, 17 em abril, 24 em maio, 17 em junho, 17 em julho e 6 em agosto.

Demais grupos

A categoria cidadão, família ou comunidade soma 81 denúncias no período. Foram 10 em janeiro, 7 em fevereiro, 8 em março, 10 em abril, 21 em maio, 11 em junho, 9 em julho e 5 em agosto.

Entre pessoas em restrição de liberdade, foram 13 registros: 2 em janeiro, 1 em fevereiro, 2 em abril, 6 em maio e 2 em julho. Não houve registros em março, junho e agosto.

A população LGBTQIA+ teve 11 denúncias: 1 em janeiro, 4 em março, 1 em abril, 1 em maio e 4 em julho. Não foram registrados casos em fevereiro, junho e agosto.

O menor número do levantamento aparece entre pessoas em situação de rua, com apenas duas denúncias — uma em março e outra em maio.

 

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