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Adolescente que relatou sequestro passou o dia na casa do ficante, diz PCAC

Por José Halif, ContilNet 04/08/2026 14:11
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A Polícia Civil de Cruzeiro do Sul descartou, nesta terça-feira (4), a ocorrência de um suposto sequestro envolvendo a adolescente K.M.F.A., de 15 anos. O caso mobilizou familiares, moradores e equipes policiais desde a manhã de segunda-feira (3), quando a jovem foi dada como desaparecida após sair de casa com destino à escola.

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Após ser localizada no bairro João Alves, a adolescente afirmou inicialmente que havia sido abordada por um homem encapuzado, obrigada a entrar em um veículo e levada para um local desconhecido. Segundo o primeiro relato, ela teria ingerido uma bebida oferecida pelo suspeito, perdido a consciência e conseguido fugir apenas horas depois, quando entrou em contato com a família.

Diante da gravidade da denúncia, a Polícia Civil iniciou uma força-tarefa para identificar o suposto autor e esclarecer o caso. As investigações incluíram buscas por imagens de câmeras de segurança, coleta de depoimentos e o levantamento do trajeto percorrido pela adolescente durante o período em que esteve desaparecida.

No entanto, o rumo da investigação mudou após a mãe de um adolescente de 15 anos procurar a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher e Proteção à Criança e ao Adolescente (DEMPCA). Ela informou que a adolescente havia chegado à residência da família ainda na manhã de segunda-feira e permaneceu no local durante todo o dia e também à noite, na companhia de seu filho.

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Segundo o delegado Vinícius, responsável pelas investigações, novas oitivas foram realizadas com a adolescente, familiares e testemunhas. Durante os depoimentos, a adolescente admitiu que não havia sido vítima de sequestro e confirmou que permaneceu na casa do rapaz durante todo o período em que era considerada desaparecida.

Apesar de o crime ter sido descartado, a Polícia Civil destacou que todas as providências foram adotadas desde o primeiro momento, considerando a possibilidade de um caso grave envolvendo uma menor de idade.

“O papel da polícia é investigar. Quando uma família procura a delegacia relatando um possível sequestro, não há como presumir que a informação seja falsa. Nossa obrigação é apurar os fatos e buscar a verdade”, afirmou o delegado.

Mesmo com o esclarecimento do caso, a adolescente passará a receber acompanhamento psicológico e assistência social. Conforme a DEMPCA, durante os depoimentos ela demonstrou abalo emocional e relatou problemas pessoais e familiares.

A Polícia Civil informou que psicólogos e assistentes sociais já iniciaram o planejamento do acompanhamento, com o objetivo de oferecer suporte à adolescente e compreender os fatores que levaram à falsa comunicação do desaparecimento.

Com a conclusão das diligências, a investigação descartou qualquer evidência da prática de sequestro ou da atuação de um suspeito na cidade, encerrando um caso que havia gerado preocupação e grande repercussão entre os moradores de Cruzeiro do Sul.

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