Alan Rick: “O PRB está tranquilo, devemos parar de pensar em situações particulares”

Por Suporte 04/05/2015 às 14:30

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alan-RickO deputado federal Alan Rick, principal liderança do Partido Republicano Brasileiro (PRB) no Acre, afirma que as chamadas “legendas nanicas” precisam ser mais ouvidas e respeitadas pelo Palácio Rio Branco. Desde janeiro último os dirigentes destas siglas reclamam da falta de espaço na distribuição de cargos neste início do segundo mandato do petista Tião Viana.

O PRB saiu das eleições de 2014 como a grande surpresa entre estes partidos pequenos, elegendo uma deputada estadual e Alan Rick como deputado federal. Posicionando-se contra a prática do toma-lá-dá-cá, o parlamentar afirma que a participação dos partidos nos governos de coalizão é essencial.   “Todo partido que contribui para um projeto ele precisa ter a sua participação”, afirma Alan.

O deputado recebeu ContilNet Notícias em seu gabinete na semana passada para a entrevista a seguir:

ContilNet: O senhor teve um começo de mandato marcado por alguns atritos entre seu grupo e lideranças da Frente Popular. Seus aliados e membros do PRB reclamavam de fogo-amigo vindo do Palácio Rio Branco. Como está esta convivência hoje?

Alan Rick: O PRB compartilha do projeto da Frente Popular. Nós entendemos que este projeto trouxe muitos avanços para o Acre, e ainda pode avançar mais. Sabemos que há falhas em qualquer projeto político, e queremos contribuir para dirimir eventuais gargalos. Nós queremos ajudar o governo a desenvolver boas políticas públicas. Nós hoje temos uma relação muito boa, uma relação amistosa. Isso passa pela Câmara Municipal, pela Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados. Nosso objetivo é fazer com que a boa relação se estabeleça com base na boa governabilidade.

ContilNet: Nos bastidores comenta-se sobre uma possível insatisfação do PRB e outros partidos pequenos da Frente Popular em relação à distribuição de cargos por parte do governo. Como está o nível de satisfação do PRB nesta acomodação de espaços?

Alan Rick: Todo partido quer governar junto, quer ter participação dentro da estrutura de governo para dar a sua contribuição.  E cada legenda vai com base na sua vocação; a nossa é na área social. O PRB está tranquilo e defende que devemos parar de pensar em situações particulares e pensar no bem do Estado. As questões que envolvem os partidos pequenos são importantes, eles precisam ser respeitados, ser mais ouvidos. O governo [necessita] ouvir melhor e mais os partidos pequenos. Eles têm muito a contribuir, ajudam na eleição. E há horas em que acabam não sendo devidamente ouvidos.

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ContilNet: Esta não seria a política do toma-lá-dá-cá? Do eu te apoio em troca de uma benesse?

Alan Rick: Um governo de coalizão que hoje existe no Brasil já é isso. O governo Dilma governa com o PMDB, mas muitas vezes o PMDB vota contra o governo. Essa política só acabará no Brasil quando reduzirmos o número de cargos comissionados e reduzirmos o tamanho da máquina pública. Precisamos fazer a reforma política para acabar com situação como o toma-lá-dá-cá. Eu também não gosto disso, sou contrário, mas entendo que os partidos precisam governar juntos. E é claro que todo partido que contribui para um projeto ele precisa ter a sua participação.

ContilNet: O senhor chega ao Congresso Nacional num dos piores momentos de crise política do país, com governo e Parlamento em descrédito ante a opinião pública. Como seu mandato pode contribuir para tentar reverter esta situação?
Alan Rick: Eu fui eleito justamente com este discurso. O PRB é da base [da presidente Dilma], mas eu tenho votado conforme os interesses do povo brasileiro, muitas vezes contrariando o governo. Eu entendo que o País precisa das reformas, sobretudo a reforma política. É preciso ainda uma reforma estrutural. Precisamos investir pesado em educação. Eu sou autor do projeto que instituí a educação integral em nossas escolas em todo o Brasil. Precisamos de mudanças desde o sistema eleitoral até o sistema de governabilidade; somente assim teremos condições de combatermos a corrupção, e colocarmos em prática a verdadeira justiça social.

Conteúdo Original / Fonte: Fábio Pontes, da ContilNet Notícias

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