Após estar foragido e decisão favorável do STF, vereador Juruna volta à Câmara na próxima terça

Por Marina, ContilNet 06/05/2017 às 14:49

O vereador Juruna (PSL) retornará aos trabalhos Legislativos na próxima terça-feira, dia 9. Ele requereu junto à Mesa Diretora da Câmara Municipal de Rio Branco o fim do seu afastamento que estava previsto para 120 dias.

A procuradoria jurídica da instituição já emitiu um parecer favorável à volta do vereador. José Carlos Silva, o Juruna, do PSL, foi condenado em janeiro deste ano a nove anos e cinco meses de prisã, e, mesmo recorrendo à Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Acre (TJ/AC), teve o apelo negado pelos desembargadores, que mantiveram a pena da primeira instância.

Vereador Carlos Juruna /Foto: Jairo Carioca/ContilNet

Juruna é acusado, entre outras coisas, de receber propina para ajudar em vendas ilegais de lotes do complexo de camelôs da Capital. Ao lado da funcionária da prefeitura, o agora vereador, que é presidente do sindicato da categoria, chegava a cobrar R$ 400 de cada um dos que tinham interesse em comprar pontos comerciais naquela região.

O vereador chegou a ser considerado foragido, depois se entregou e ficou dois dias preso, ganhando liberdade após decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), no dia 1° de fevereiro. No dia 24 de março, a Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Acre determinou a prisão imediata do vereador.

Juruna mais uma vez desobedeceu à Justiça e passou a ser considerado foragido. Conseguiu estranhamente, dois atestados médicos para manter-se na folha de pagamento, mesmo não frequentando o horário de expediente. Os atestados, indicavam tratamento de transtorno depressivo.

Após pressão, Juruna pediu através de sua defesa o afastamento por 120 dias, para cuidar do processo que respondia. No último dia 3 o ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal, concedeu liminar favorável ao vereador Carlos Juruna (PSL) e o parlamentar deixa de ser considerado foragido da Justiça. A informação foi confirmada pelo presidente da Câmara Municipal de Rio Branco, vereador Manuel Marcos, em entrevista coletiva concedida na manhã desta quarta-feira (3).

O habeas corpus foi impetrado pelo advogado Waldir Perazzo, com medida cautelar concedida pelo STF. Juruna não será preso até que o seu processo seja transitado e julgado.

Conteúdo Original / Fonte: JAIRO CARIOCA, DA CONTILNET

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