Ao comentar morte de amigo, ativista diz que homossexuais são considerados de “segunda classe”

Por Everton Damasceno, ContilNet 10/05/2016 às 12:00
Germano
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Germano deixou uma mensagem de solidariedade aos familiares de Nilberto/Foto: Reprodução

O ex-presidente da Associação dos Homossexuais do Acre, Germano Marino, publicou em seu perfil no Facebook na noite desta segunda-feira (10) uma nota de repúdio sobre as mortes de homossexuais ocorridas nos últimos dias, vítimas de violência física e demais agressões contra a vida. O ativista também mencionou o fato que ocorreu na manhã de segunda, quando o funcionário de uma empresa de alimentos em Rio Branco, Nilberto Silva, 45 anos, foi agredido em seu apartamento, amarrado e morto em seguida.

De acordo com Marino, o público gay está sendo vítima de diversos tipos de violência, causada pelo “preconceito que promulga o ódio”. Ao citar o caso de seu amigo, que foi encontrado morto dentro do próprio apartamento, o ex-presidente afirmou que o público homossexual deve permanecer atento aos atentados e reivindicar o fortalecimento de legislações que defendam os diretos dos ativistas.

“Temos que acordar, e ficarmos vigilantes, o Legislativo Brasileiro ainda nos considera como cidadãos de segunda classe e alguns segmentos como aberrações. Isso tudo ajuda com que aumente nossa vulnerabilidade, mediante essa violência que assola a todos nós”, escreveu o representante.

Finalizando, Germano deixou uma mensagem de solidariedade aos familiares de Nilberto e disse que a categoria dos que lutam pelos direitos de liberdade dos homossexuais não podem aceitar as agressões verbais e físicas, devendo a classe denunciar e protestar os discursos “fundamentalistas”.

“Meus amigos, fechem as portas para a violência. Não deixe o inimigo entrar nas suas vidas. Quem vê cara, não vê coração. Toda solidariedade as famílias enlutadas”, finalizou.

 

Conteúdo Original / Fonte: REDAÇÃO CONTILNET

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