Colegas de profissão elogiam carreira do jornalista Jorge Said durante velório

Por Suporte 15/06/2015 às 22:16

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O corpo do jornalista e apresentador de TV Jorge Said, 43, que morreu na madrugada desta segunda-feira (17), está sendo velado na capela da funerária São Francisco. Durante a cerimônia, a filha do apresentador, Lara Said, 18, alternava momentos de calma e de abalo entre os familiares.

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Presente para prestar sua última homenagem, a enfermeira e amiga Patrícia Oliveira contou que estava de plantão Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do do Tucumã no dia anterior, tendo acompanhado parte do atendimento ao apresentador.

“Ele foi pela primeira vez, por volta das 14h, alegando fortes dores abdominais. Ficou em observação e foi liberado”, explica. De acordo com um dos irmãos da vítima, neste momento, foi diagnosticado que Jorge Said esta com infecção intestinal.

A enfermeira explicou que, na segunda vez que o jornalista procurou atendimento na unidade, às 19h, já estava reclamando de dores no peito.

Said chegou com ajuda de uma vizinha, pois não conseguia dirigir o seu carro. “A médica então fez monitoramento e disse que achava que ele estava infartando, e foi quando ela chamou a ambulância e o encaminhou para o Hospital de Urgência e Emergência”, contou Patrícia Oliveira.

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Sem condições emocionais, ninguém da família quis conversar com a imprensa. Por outro lado, amigos de profissão não mediram palavras para descrever Jorge Said. O jornalista Antônio Klemer conta que lembrará do jornalista como um homem de personalidade forte.

“Ele reunia as virtudes do jornalista predestinado a fazer sucesso: intransigente, chato, não se curvava, não se dobrava. Ele procurava fazer o trabalho com qualidade, procurava fazer as coisas de maneira diferente”, analisa Klemer.

Foi durante suas passagens pela TV Rio Branco e TV Gazeta que Jorge Said conheceu grande parte dos amigos que estava presente no velório. Um deles, o repórter Ronaldo Guerra, conhecia o jornalista há mais de 10 anos e tem lembranças do apresentador da época em que trabalhava no telejornal “Gazeta em Manchete”.

“O Said era uma pessoa que tinha postura. Era um bom profissional, tinha os posicionamentos. Nós lamentamos muito porque era um colega que trabalhava com a gente há muito tempo, uma pessoa que estava na área desde 1989 e foi um dos melhores repórteres de televisão que conheci em Rio Branco, um excelente apresentador e, na verdade, a imprensa perde com sua morte”, acrescenta Guerra.

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A jornalista Wania Pinheiro, diretora de Contilnet, conheceu Jorge Said na TV Rio Branco, quando tinha 17 anos. “Um dos melhores profissionais que conheci da televisão aqui do Acre. Era uma pessoa que não tinha aquela simpatia toda, mas quando gostava das pessoas, gostava pra valer. A marca que o Said deixa é a de um grande profissional, um grande apresentador. Tudo que fazia era bem feito. Era perfeccionista e vai deixar muita saudade em todo o Acre”, diz a diretora.

Jorge Said trabalhava na empresa VT Publicidades. Ele estava afastado da carreira de apresentador e deixa a filha de 18 anos.

Conteúdo Original / Fonte: Amanda Borges, da ContilNet Notícias

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