Deputado critica secretário e exige audiência para debater aumento

Por Wania Pinheiro, ContilNet 28/10/2015 às 22:05
Raimundinho critica declaração do scret´raio Tinel

O ajuste no preço dos combustíveis no Acre tem sido tema recorrente de debate na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac). Na sessão da última terça-feira (27), o líder do Partido Trabalhista Nacional (PTN), deputado Raimundinho da Saúde, teceu críticas ao ajuste.

Na ocasião, o deputado pediu maior atenção por parte da Comissão do Direito do Consumidor do parlamento estadual e reunião com Sindicado dos Revendedores de Combustíveis do Acre, dos donos de postos e representantes do governo. “Isso já está virando uma tremenda falta de respeito com a sociedade”, disparou o parlamentar na sessão.

A alta nos preços ganhou novos contornos quando o secretário da Fazenda, Tinel Junior, procurou a imprensa na última semana para negar qualquer elevação na alíquota de ICMS dos combustíveis que pudesse justificar o último aumento nos preços da gasolina, álcool e diesel. A declaração, que vai de encontro às informações divulgadas pelo sindicato, causou polêmica.

Agora, o deputado quer unir todos os representantes em uma audiência pública. “Queremos averiguar se há, de fato, uma justificativa para esse aumento. Temos um estado que é, hoje, carente de tudo. É inadmissível que nós paguemos mais de 4 reais por um litro de combustível. Imagina no interior, as pessoas estão pagando preço mais abusivo ainda”, afirma Raimundinho à ContilNet na manhã desta quarta-feira (28).

Raimundinho afirma querer entender melhor a declaração do secretário da Fazenda, pois, já “que a alta não parte do ICMS, o órgão deve uma explicação ao consumidor”.

“Não é uma declaração contundente. Por isto queremos esta audiência pública. Se a alta não é em virtude do motivo apontado pelo sindicato, então, o que a ocasionou? Temos que trazer a discussão e chegar a um consenso. Se o aumento for justo, tudo bem. Mas se não for, queremos saber o motivo”.

Por onde anda, Raimundinho conta que registra reclamações de populares insatisfeitos. “Sou cruzeirense. Quando vou lá, a reclamação é geral. Agora, vimos esse aumento acontecendo duas vezes consecutivas. E não vimos uma justificativa para que isto tenha acontecido. Queremos explicação!”, conclui.

Conteúdo Original / Fonte: Ton Lindoso, da COntilnet

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