Início / Versão completa
Destaque 2

Nutricionista explica por que cuidar da alimentação não é só emagrecer

Por Anne Nascimento, ContilNet 31/08/2026 12:30 Atualizado em 31/08/2026 12:33
Publicidade

Quando alguém diz que vai ao nutricionista, uma das primeiras perguntas costuma ser: “Você quer emagrecer?”. A associação é comum, mas, segundo a profissional Luana Diniz, reduz uma profissão que atua em diferentes áreas da saúde a apenas um objetivo. No Dia do Nutricionista, celebrado nesta segunda-feira (31), o ContilNet conversou com Luana, que deu dicas e percepções acerca da atuação.

Publicidade

Segundo ela, questões nutricionais vão muito além da perda de peso e envolvem prevenção de doenças, tratamento, desempenho esportivo, ganho de massa muscular, envelhecimento saudável e qualidade de vida.

“É uma associação com o princípio, mas reduz a profissão inteira para uma possibilidade só”, explica Luana.

De acordo com a profissional, o acompanhamento nutricional pode atender pessoas com objetivos bastante diferentes, desde quem busca emagrecimento até quem deseja ganhar massa muscular, melhorar o desempenho esportivo, controlar questões metabólicas ou envelhecer com mais saúde. “Eu acho que não precisa você estar acima do peso para procurar um nutricionista”, afirma.

Publicidade

Na nutrição clínica, por exemplo, o profissional pode atuar no acompanhamento de condições como diabetes, hipertensão, doenças cardiovasculares e obesidade, além de situações relacionadas à saúde intestinal. Nesses casos, a alimentação passa a fazer parte de uma estratégia mais ampla de cuidado.

Para Luana, esse trabalho também precisa estar conectado a outras áreas. Ela conta que mantém parceria com profissionais como personal trainer e médico para que o paciente tenha um acompanhamento mais integrado.

“A saúde está integrada com várias outras áreas. Eu trabalho em parceria com o personal, tenho parceria com médico e, juntos, todo mundo consegue trabalhar melhor e ter um resultado melhor”, explica.

Alimentação também está ligada ao desempenho

Outro ponto destacado pela nutricionista é a ideia de que procurar um profissional significa receber uma longa lista de alimentos proibidos. — Foto: Reprodução

Para quem pratica atividade física, a alimentação pode ter papel importante tanto no ganho de massa muscular quanto na manutenção da composição corporal e do desempenho.

Segundo Luana, a nutrição esportiva pode ajudar quem busca ganhar massa magra, melhorar o rendimento nos treinos ou até prevenir a perda de musculatura.

A profissional ressalta, porém, que o acompanhamento não deve olhar apenas para números ou resultados imediatos. A preservação da massa muscular também ganha importância com o avanço da idade.

“Com o passar dos anos, eu sempre falo isso com os pacientes sobre preservar o músculo, sobre ter força, ter funcionalidade. Isso é muito importante”, afirma.

Ela explica que a perda progressiva de massa muscular está associada ao envelhecimento e pode comprometer aspectos como mobilidade, independência e qualidade de vida.

Envelhecer bem também passa pela alimentação

A busca por uma vida mais saudável não precisa começar apenas quando surge um problema. A prevenção também faz parte da atuação do nutricionista.

Para Luana, cuidar da alimentação ao longo da vida pode contribuir para que a pessoa chegue à velhice com mais força e autonomia. “Nutrição, ela pode ser emagrecimento, mas ela também é prevenção, tratamento, desempenho, força, autonomia, envelhecimento saudável e qualidade de vida”, resume.

Alimentação saudável não significa viver de restrições

Outro ponto destacado pela nutricionista é a ideia de que procurar um profissional significa receber uma longa lista de alimentos proibidos.

Segundo Luana, o planejamento alimentar precisa levar em consideração a realidade de cada pessoa, incluindo rotina, objetivos, preferências, condição financeira e prática de atividade física.

“Não existe uma alimentação saudável se ela for impossível de manter”, afirma.

Para ela, uma orientação nutricional precisa ser viável para o paciente. Isso significa adaptar as escolhas à rotina e à realidade de cada pessoa, em vez de estabelecer regras difíceis de seguir.

A profissional também defende que momentos de convivência e celebração não precisam ser encarados como inimigos de uma alimentação equilibrada. Aniversários, almoços de domingo e encontros com amigos também fazem parte da relação das pessoas com a comida. “Comer faz parte da saúde, mas também da relação social, da cultura, da história”, explica.

Por isso, segundo ela, não é necessário deixar de aproveitar um momento especial por medo de comer um bolo ou determinado alimento. O equilíbrio deve considerar o contexto como um todo.

Suplemento não deve ser o ponto de partida

A suplementação também é um dos temas que mais geram dúvidas, principalmente entre pessoas que praticam atividade física. Luana explica que, na nutrição esportiva, a necessidade de utilizar suplementos deve ser avaliada individualmente.

“A suplementação tem que ser uma consequência, uma necessidade, e não diretamente só um ponto de partida”, afirma.

Ou seja, antes de pensar no suplemento, é necessário avaliar a alimentação, a rotina, os objetivos e as necessidades específicas de cada pessoa.

Mais que montar  dieta

Para Luana, o trabalho do nutricionista vai muito além de simplesmente entregar uma dieta pronta. O profissional também exerce um papel de educação alimentar, ajudando o paciente a compreender o próprio comportamento diante da comida e a desenvolver autonomia para fazer escolhas no dia a dia.

Isso inclui aprender a interpretar um rótulo, organizar refeições, compreender sinais de fome e saciedade e fazer escolhas mais conscientes no supermercado.

“O paciente não tem que só saber o que comer. Ele tem que, aos poucos, entender o porquê está fazendo determinadas escolhas, porque isso vai gerar autonomia”, explica.

 

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site